
Editorial
Caros
leitores e interessados pelos Pinus
Estamos enviando com grande prazer a quarta edição da PinusLetter.
Esperamos que a achem interessante e cheia de novidades, pois ela foi feita para
vocês.
Da
mesma forma que fizemos na edição anterior, a edição
de abril traz a seção "Os Pinus no Brasil". Nela teremos
a caracterização morfológica, econômica, ambiental
e social, dessa vez do Pinus elliottii, junto com sua classificação
taxonômica. Essa espécie é uma das mais plantadas e mais
discutidas dentre as espécies de Pinus que habitam no Brasil. Vale a
pena conhecer mais sobre ela.
Nesta
edição demos ênfase em retratar
os Pinus como cultura
econômica, competindo com plantas daninhas durante seu ciclo e também
o contrário: o Pinus se disseminando de forma expontânea e competindo
com plantas nativas e com a agricultura, agindo ele como planta invasora. Logo,
na seção "Combate à mato-competição
em povoamentos de Pinus" apresentamos diversos estudos e trabalhos a respeito
desse tema e publicações na literatura mundial, ressaltando os
métodos de controle existentes para as plantas que competem com as plantações
de Pinus. Em contrapartida, o mini-artigo dessa edição
traz como tema principal "O conceito de espécies invasivas ou invasoras em
relação aos Pinus", onde são abordados alguns dos
principais locais onde os Pinus estão se proliferando sem controle, medidas
que podem ser tomadas para evitar que eles se tornem invasores problemáticos
e as principais características da árvore que se sobressaem em
relação a várias espécies nativas. Além disso,
o artigo procura conscientizar os interessados sobre medidas preventivas à infestação,
as quais devem ser tomadas com a mesma relevância das boas práticas
de manejo na área de reflorestamento. Isso, muitas vezes ainda não é feito
com eficiência em nosso país. O cultivo de Pinus traz muitas vantagens,
inclusive ajudando na sustentabilidade sócio-econômica de muitas
regiões brasileiras. Logo, suas plantações devem continuar
sendo incentivadas. Contudo, ressalta-se a necessidade de certos cuidados para
evitar sua disseminação natural.
Em
"Referências Técnicas
da Literatura Virtual – Grandes
autores dos Pinus" a PinusLetter 04 disponibiliza vários artigos
e estudos de pinheiros do pesquisador da Embrapa Florestas, Dr. Jarbas
Yukio Shimizu. Trabalhando com melhoramento de florestas, conservação
de germoplasmas e com estudos de sementes, Jarbas Shimizu possui inúmeras
publicações com coníferas. Dessas, conseguimos resgatar
cerca de 15 delas que estão disponíveis na internet. Com todo seu
conhecimento florestal, em breve Dr. Shimizu estará lançando um
livro apenas sobre o gênero Pinus, conforme nos relatou.
Aos
interessados, confiram também as seções "Pinus-Links" e "Referências
de Eventos e de Cursos". Ambas estão com boas e recentes bibliografias
e material técnico à disposição do público.
Agradecemos mais uma vez o carinho e os comentários sobre nosso trabalho
e pedimos que continuem enviando sugestões, pois somente assim saberemos
como melhorar mais esse informativo virtual para vocês.
Obrigado(a) aos patrocinadores e ao nosso público cadastrado pelo grande
interesse nessas árvores maravilhosas que são os Pinus. Esperamos
estar contribuindo, através da PinusLetter, à potencialização
das várias qualidades desse gênero para as plantações
florestais no Brasil e na América Latina, levando sempre mais conhecimento
e saber aos interessados de nossa Sociedade.
Agradecemos
nossos dois patrocinadores:
ABTCP - Associação Brasileira Técnica de Celulose
e Papel (http://www.abtcp.org.br)
CRA
- KSH - Conestoga-Rovers & Associates
(http://www.craworld.com/en/corporate/southamerica.asp)
Um
forte abraço e muito obrigado a todos vocês.
Ester
Foelkel
http://www.celso-foelkel.com.br/ester.html
Celso
Foelkel
http://www.celso-foelkel.com.br/celso2.html
Nessa
Edição
Os
Pinus no Brasil: Pinus elliottii
Combate à Mato-Competição
em Povoamentos de Pinus
Referências Técnicas da Literatura Virtual - Grandes
Autores - Dr. Jarbas Yukio Shimizu
Referências
de Eventos e de Cursos
Pinus -Links
Mini-Artigo
Técnico por Ester Foelkel
O
Conceito de Espécies Invasivas ou Invasoras em
Relação aos Pinus

Os
Pinus no Brasil: Pinus elliottii
"Os Pinus no
Brasil" disponibiliza nesta edição
material bibliográfico existente na literatura mundial a respeito
da espécie Pinus elliottii. Considerada uma das mais
plantadas no sul do Brasil, a árvore é reconhecida pelo
seu bom crescimento florestal, por sua rusticidade e por seu potencial
resinífero. Sua madeira
também é utilizada nas indústrias de serraria e
de celulose e papel, apesar de algumas restrições devido
a esse teor mais alto de resinas. Confira as principais características
morfológicas nos sites e publicações abaixo e saiba
um pouco mais da história deste pinheiro no Brasil, sua procedência
e, principalmente, saiba como diferenciá-lo das outras espécies.
Pinus elliottii Engelmann
Pinus elliottii, conhecido em sua região de origem no sul dos
Estados Unidos da América como “slash pine”, pertence
ao grupo de espécies de “pinheiros amarelos” ("Southern
yellow pines"). É uma das mais plantadas e disseminadas espécies
de Pinus no mundo.
Proveniente da América do Norte (EUA), a espécie é muito
plantada em toda a região sul daquele país. Grande produtora
em quantidade de resina, possui também boa qualidade de seus produtos
derivados (terebintina e breu). Além da goma resina, também é apreciada
na serraria pelas características de sua madeira, sendo hoje plantada
para fins comerciais por indústrias da serraria, objetivando a
produção de chapas e compensados, de laminas, postes e
móveis.
Para fábricas de celulose, a sua madeira de fibras
longas oferece vantagens que são visadas na produção
de celulose e papel, principalmente papéis de embalagem. É mais
indicada para a fabricação de celulose kraft, já que
as resinas podem até mesmo dar origem a um sub-produto ("tall
oil" ou
sabão de espuma).
Assim como P. taeda, este pinheiro
foi introduzido inicialmente no estado de São Paulo no ano de 1948, buscando adaptação
ao nosso clima. Isto realmente ocorreu e hoje estas duas espécies
são cada vez mais plantadas, principalmente em regiões
mais frias, do Sudeste ao Sul, indo do estado de São Paulo ao
Rio Grande do Sul.
As árvores de P. elliottii geralmente
florescem na primavera, produzindo flores masculinas e femininas. O órgão
reprodutivo feminino, mais conhecido como pinha ou cone, se encontra
geralmente em
grupos de 2 a 4 unidades, possui coloração marrom e tem
de 12 a 15 cm de comprimento. As sementes são aladas, pretas e
triangulares, e podem ser disseminadas a cerca de 50 metros da árvore
mãe, apenas pela ação do vento. O órgão
reprodutivo masculino se chama estróbilo masculino e está disposto
junto às brotações. A classificação
taxonômica desta espécie consiste em:
Reino: Plantae
Phylum: Coniferophyta
Classe: Pinopsida
Ordem: Pinales
Família: Pinaceae
Nome Científico: Pinus elliottii
Esta espécie de Pinus apresenta muitas vantagens econômicas,
também se sobressaindo em relação às espécies
nativas de nossa região, pelo rápido crescimento e alta
tolerância ao frio e a solos de baixa fertilidade ou degradados.
Logo, os planos de fomento florestal para a mesma são bastante
compreensíveis visto todas suas qualidades. Contudo, manejos adequados,
incluído os de evitar sua disseminação como planta
invasora, deveriam ser igualmente incentivados. Isto geraria produtos
finais em maior quantidade e de melhores qualidades, minimizando os
impactos negativos ao meio ambiente.
Para melhor conhecimento do leitor sobre esta espécie bastante
plantada em muitas regiões do mundo, há logo abaixo uma
série de Pinus-Links a sites que apresentam as principais características
morfológicas, usos, propriedades da madeira, entre tantas outras,
inclusive formas adequadas de manejo florestal. Consulte:
Pinus elliottii Engelmann (Inglês)
A Universidade de Purdue disponibiliza em seu site um texto sobre P.
elliottii. Há informações sobre usos na economia
e medicinais, propriedades químicas, germoplasma, distribuição,
características
morfológicas e de quantidade de energia gerada por sua biomassa. Acesse:
http://www.hort.purdue.edu/newcrop/duke_energy/Pinus_elliottii.html
Wikipedia
- The Free Encyclopedia - Pinus elliottii
Confira as características do P. elliottii e de suas duas variedades
(elliottii e densa) pelo site de busca de conhecimentos “Wikipedia”,
em Português,
Inglês e Espanhol.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinus_elliottii (Português)
http://en.wikipedia.org/wiki/Slash_Pine (Inglês)
http://es.wikipedia.org/wiki/Pinus_elliotti (Espanhol)
Pinus
elliottii (Português)
O Instituto Hórus, por considerar os Pinus como uma das principais
plantas de carater invasor no país, possui uma boa ficha descritiva
do Pinus elliottii, com suas principais características, descrição
da espécie
e utilidades.
http://www.institutohorus.org.br/download/fichas/Pinus_elliottii.htm
USDA
PLANTS Profile (Inglês)
O dicionário “Plant Database” do Departamento de Agricultura
dos EUA, possibilita o conhecimento de várias espécies de plantas
nativas daquele país, incluindo P. elliottii. As principais características
morfológicas, taxonômicas e distribuição nas diversas
regiões dos EUA são encontradas em:
http://plants.usda.gov/java/profile?symbol=PIEL
Pinus
elliottii - Slash Pine. E. F. Gilman; D. G. Watson. USDA.
4 pp. (1994) (Inglês)
Este folheto técnico do Serviço Florestal do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos apresenta as principais características
morfológicas,
usos e distribuição do P. elliottii nos EUA. Ele está disponibilizado
no website da Universidade da Flórida.
http://hort.ufl.edu/trees/PINELLA.pdf
Slash
Pine - Pinaceae - Pinus elliottii Engelmann (Inglês)
O website da “Virginia Tech (Department of Forestry)” disponibiliza
aos interessados as principais características morfológicas
da casca, folhas, flores, frutos e formas das árvores de P.
elliottii, havendo fotos de tais partes deste vegetal. Observem:
http://www.fw.vt.edu/dendro/dendrology/syllabus/pelliottii.htm
Floridata
- Pinus elliottii (Inglês)
A Floridata em sua publicação "Plant Encyclopedia
Profiles" destaca as principais características morfológicas
e as vantagens econômicas do uso de P. elliottii nos
Estados Unidos:
http://www.floridata.com/ref/P/pinus_e.cfm
PLANT
ECOLOGY LAB: Pinus elliottii var. densa Little and Dorman (Inglês)
As principais características de P. elliottii var. densa, encontrada
no sul da Flórida, EUA, são encontradas neste site.
http://www.archbold-station.org/abs/plantspp/pinellsppacc.htm
The Global Invasive Species Team - Pinus elliottii Engelmann (Português
e Espanhol)
Este site possui versão em Português e Espanhol das principais
características morfológicas e fisiológicas de P.
elliottii, dando destaque à sua ação invasora no
Brasil e em outras regiões do mundo. Observe as medidas de controle
que devem ser tomadas a fim de evitar a expansão ainda maior desta
espécie em áreas de campos, sub-bosques e áreas
de preservação permanente:
http://tncweeds.ucdavis.edu/moredocs/pinell01.html
Pinus elliottii (Inglês)
A “Smithsonian Marine Station at Fort Pierce” apresenta um
bom artigo descrevendo P. elliottii. Além de sua distribuição,
histórico, taxonomia e características, também constam
algumas diferenças dos P. elliottii existentes na região
da Flórida, comparados aos das outras regiões dos EUA.
Há também as principais características da madeira
deste Pinus e as principais doenças e pragas que atacam P.
elliottii na América do Norte.
http://www.sms.si.edu/IRLspec/Pinus_elliot.htm

Combate à Mato-Competição
em Povoamentos de Pinus
Os Pinus são plantas de rápido crescimento,
possuem tolerância ao frio e apresentam poucas exigências
em fertilidade de solo. Apesar destas vantagens, que fazem com que
os Pinus sejam escolhidos para plantio frente a várias espécies
florestais disponíveis, cuidados devem ser tomados para que
se tenha um bom desenvolvimento das plantas e, por fim, boas produção
e produtividade florestal. Dentre todas as práticas de manejo
a serem adotadas visando à alta produtividade da floresta, o
controle de plantas daninhas é uma das mais efetuadas, principalmente
nos primeiros anos da plantação. As plantas daninhas,
que muitas vezes são nativas da região, outras vezes
gramíneas de pastagens, são bem adaptadas às condições
adversas de nosso meio ambiente, podendo se sobressair às pequenas
mudas de Pinus recém plantadas e que ainda estão em processo
de estabelecimento.
As plantas daninhas, ou o chamado "mato",
podem ser hospedeiras de pragas e doenças dos Pinus, mas o principal
dano que estas causam nas plantações jovens das florestas é a
competição, também denominada de mato-competição.
Essa competição pode retardar o crescimento da jovem
floresta e prejudicar a produtividade por retardo no crescimento ou
mesmo morte de plantas.
Do ponto de vista humano, planta daninha é aquela
que é indesejada
no local, interferindo nos objetivos daquela área cultivada,
podendo causar danos e prejuízos, caso não tenham o controle
adequado. Para mudas de Pinus, os principais danos são devido à competição
das plantas por recursos limitados no ambiente, como luz, nutrientes
e umidade do solo. Se as plantas daninhas e as mudas de Pinus estiverem
ocupando o mesmo espaço geográfico, haverá um
estresse competitivo, diminuindo o desenvolvimento do Pinus, gerando
primeiramente a desuniformidade da população existente
e podendo adiar as épocas de colheita. Em casos de competição
mais graves, a morte de algumas mudas é bastante comum, exigindo
novos replantios nas linhas do reflorestamento. Por outro lado, as
plantas daninhas também podem ser consideradas úteis,
pois fixam e incorporam carbono ao solo e protegem o mesmo contra a
erosão. Por isso, o técnico deve ponderar bem em relação à intensidade
de seu controle. Alguns florestais e ambientalistas, por essa razão,
preferem chamar essas plantas de vegetação complementar
ao invés de chamá-las de daninhas.
Vale ainda ressaltar
que, atualmente, muitas das áreas que hoje
são utilizadas para o reflorestamento eram anteriormente lavouras
anuais ou pastagens desgastadas que muitas vezes não se adequavam à aptidão
agrícola da terra. A utilização da monocultura
anual de forma inadequada pode favorecer as plantas invasoras, havendo
posteriormente um grande banco de suas sementes no solo (população
passiva), somente esperando condições adequadas para
germinar. Estas condições, muitas vezes, ocorrem nos
reflorestamentos com o preparo do solo e fertilização,
tornando o controle dessa vegetação uma prática
fundamental para o sucesso da produção.
Em áreas
pequenas de plantações de Pinus, geralmente
as roçadas nas entrelinhas e linhas, nos dois primeiros anos,
são as práticas de controle mais utilizadas. Já em
reflorestamentos de grandes áreas, o controle químico é mais
empregado. Este último também é bastante pesquisado
tanto no Brasil como no exterior, buscando a maior eficiência
e menor custo com os herbicidas e também a maior tolerância
das mudas de Pinus. Interessa também o menor impacto ambiental
e de segurança ocupacional desses herbicidas. Alguns destes
experimentos e seus resultados estão disponíveis aos
interessados na web, havendo links logo abaixo nesta seção
da PinusLetter.
Atualmente, os herbicidas registrados
no Ministério
da Agricultura para uso na cultura do Pinus no Brasil são: atrazina,
etefom, fluazifope-P-butílico, glifosato, glifosato-sal de potássio,
imazapir, isoxaflutol, orizalina, oxifluorfem, simazina, sulfosato
e trifluralina. Contudo, novas pesquisas devem continuar sendo efetuadas
em busca de formas alternativas de controle, como o controle biológico
de plantas daninhas. Estudos que indiquem a persistência e impacto
destes defensivos agrícolas e de novos que venham a ser comercializados
no meio ambiente também devem ser amplamente incentivados.
Para
mais informações sobre os herbicidas utilizados
para combate às plantas daninhas da cultura do Pinus, acessar
AGROFIT - Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil:
http://extranet.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons
A
interferência competitiva depende muito das condições
do
meio ambiente e do grau de limitação de recursos para o desenvolvimento
de plantas. Logo, muitos estudos também são efetuados buscando
avaliar o quanto as principais plantas daninhas de cada região interferem
no crescimento e estabelecimento das florestas. Isto somente pode ser observado
criando-se parcelas com densidades distintas de cada espécie de daninhas
na presença da planta cultivada, comparadas posteriormente à produção
e desenvolvimento de parcelas livres de plantas daninhas, ou seja, da mato-competição.
Alguns artigos sobre o assunto, envolvendo
os Pinus, já foram publicados
e estão disponíveis aos interessados nesta seção.
Não pretendemos ser abrangentes nessa seção, apenas estamos
nos fixando no que existe sobre Pinus, sem nos ater à enorme quantidade
de informações que existem sobre controle de ervas daninhas em
culturas agrícolas.
Confiram alguns dos trabalhos referentes à mato-competição
e o Pinus:
Tratos
culturais - Controle de ervas daninhas. IPEF Circular
Técnica
nº 17.
5 pp. (1976) (Português)
Folheto técnico geral do IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos
Florestais.
http://www.ipef.br/publicacoes/ctecnica/nr017.pdf
Relatório
sobre o "Primeiro Encontro Regional sobre Tecnologia
na Aplicação de Defensivos Florestais". E.
Baena. 7 pp. (2007) (Português)
http://www.unicespi.com.br/eventos/palestra_floresta/publicacao_prof_baena.doc
Farm
Forest Line - Weed control (Inglês)
Texto “weed control” (controle do mato) do web site australiano “Farm
Forest Line” indica as variáveis que devem ser levadas
em conta na escolha do tipo de controle de plantas daninhas para florestas.
Estas são: custos, mão de obra, equipamentos, período
efetivo de controle, necessidades ambientais e danos potenciais ao
mesmo. Além disso, também há a indicação
e relatos de outras formas efetivas de controle como o uso de cobertura
de solo com palha, serragem, lonas plásticas, entre outros.
Confira:
http://www.farmforestline.com/pages/5.3.1_weed.html
Tolerance
of young loblolly pine (Pinus taeda) seedlings to post-emergence
applications of MSMA. D. B. South; S. A. Enebak; T. E. Hill.
New Zealand Journal of Forestry, Novembro: 28 - 35 (2007) (Inglês)
http://www.sfws.auburn.edu/enebak/pubs/MSMA%20NZ%20Journal%20Forestry.pdf
Influence
of weeds on the growth of Pinus pinea L. during reforestation in
Palencia (Spain) B. Herrero; J. Gutiérrez . Acta
Bot. Croat. 65 (2): 117–125 (2006) (Inglês)
http://hrcak.srce.hr/file/7820
RESUMO: Modelling the influence of weed competition on the
growth of young Pinus radiata at a dryland site. M.
S. Watt; D. Whitehead; B.
Richardson; E. G. Mason;A. C. Leckie. Forest Ecology and Management
178 (3): 271-286 (2003) (Inglês)
http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6T6X-48JK2PT-
1&_user=10&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&view=c&_acct=C000050221&_version=
1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=5661d870021209c17ce6dac3a26e7362
RESUMO: Growth responses of six seed sources of Pinus brutia
Ten. (Turkish red pine) to herbaceous weed competition. D.
Esen; S.M.
Zedaker; J.R.
Seiler; P. Mou. New Forests 25(1):1-10 (2003) (Inglês)
http://www.ingentaconnect.com/content/klu/nefo/2003/00000025/00000001/
00395344;jsessionid=13cjlwwugtxpg.alice?format=print
Controle
de plantas daninhas em Pinus taeda através do herbicida
Imazapyr. P. J. Christoffoleti; E. F. Branco; J.
V. G. Coelho; M. Britva; B. Gimenes Filho. Circular Técnica IPEF nº 187.
(1998) (Português)
http://www.ipef.br/publicacoes/ctecnica/nr187.pdf
RESUMO
EXPANDIDO: Lobolly pine seedling response to competition
from exotic vs. native plants. P. Daneshgar; S. Jose; C.
Ramsey; R. Collins. Proceedings of the13th Biennial Southern Silvicultural
Research Conference
- 25,5 MB (2005) (Inglês)
http://www.srs.fs.usda.gov/pubs/gtr/gtr_srs092/gtr_srs092.pdf
RESUMO:
Testing a juvenile tree growth model sensitive to competition
from weeds, using Pinus radiata at two contrasting sites
in New Zealand. M.S. Watt; M.O. Kimberley; B. Richardson;
D. Whitehead; E. G. Mason.
Canadian Journal Forestry Research 34(10): 1985–1992
(2004) (Inglês)
http://rparticle.web-p.cisti.nrc.ca/rparticle/AbstractTemplateServlet?journal=cjfr &
volume=34&year=&issue=&msno=x04-072&calyLang=fra
Optimum
spot weed control treatment for a New Zealand radiata pine (Pinus
radiata) plantation. S.F. Gous;
B. Richardson;
M.O. Kimberley.
New Zealand Plant Protection 56:56-60 (2003) (Inglês)
http://www.nzpps.org/journal/56/nzpp56_056.pdf
Pinus
radiata response to ripping, weed control and fertilization
at four ex-pasture sites. P. Smethurst; K. Churchill;
A. Lyons; G. Clarke;
D. Bower; G. Campbell. Technical Report 130. CRC
for Sustainable Production Forestry. 34 p. (2003)
(Inglês)
http://www.crcforestry.com.au/publications/downloads/TR130-Smethurst-PJ-
Churchill-K-Lyons-A-Clarke-G-Bower-D-Campbell-G.pdf
Tolerance
of Pinus radiata to grass competition. A. E. Beveridge;
B. K. Klomp. New Zealand Journal of Forestry. 148-
151 p. Notes. (1973)
(Inglês)
http://www.nzjf.org/free_issues/NZJF18_1_1973/52744F7A-BD30-430D-BB8A-E2F9C7F634E7.pdf
Weed control for farm forestry plantations. B. Tomkins.
University of Melbourne. Agriculture Notes: State of Victoria
Department of Primary Industries. 4p. (2002) (Inglês)
http://www.dpi.vic.gov.au/DPI/nreninf.nsf/9e58661e880ba9e44a256c640023eb2e/
751dc9221d6cf619ca256f0e00086df5/$FILE/AG0809.pdf
Competition
control in Slash Pine (Pinus elliottii Engelm.) plantations. J.L.
Yeiser; A.W. Ezell. (Inglês)
http://www.forestproductivity.net/herbicides/competition_control_slash_pine.pdf
RESUMO: Competition-induced
mortality for Mediterranean Pinus pinaster Ait. and P.
sylvestris L. A. Bravo-Oviedo;
H. Sterba; M. Río;
F. Bravo. Forest Ecology and Management 222
(1-3): 89-98 (2006) (Inglês)
http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6T6X-4HHGNPX-
1&_user=10&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&view=c&_acct=C000050221&_version=
1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=f673c24c0c9c677239e79daed5262ab4
Glifosato
- Alguns aspectos da utilização do herbicida
glifosato na agricultura. A.J.B.Galli;
M.C.Montezuma. 67 pp. (2005) (Português)
http://www.monsanto.com.br/roundup/glifosato/pdf/livro_glifosato.pdf
Does
competition for nutrients limit the growth of pine trees in the summer
rainfall region of South Africa? C.R.Rolando; K.M. Little.
International Weed Science Congress. (2004) (Inglês)
http://www.matocompeticao.com.br/resenha_view.asp?ID_Resenha=71

Referências
Técnicas da Literatura Virtual
Grandes autores: Dr. Jarbas Yukio Shimizu
Nesta
PinusLetter, em "referências
técnicas da literatura virtual", continuamos com nossa
homenagem e divulgação de algumas das publicações
de grandes autores sobre os Pinus. Estão disponibilizadas algumas
teses, dissertações, apostilas e artigos de diversas
revistas em que estas pessoas publicaram e com isso contribuiram para
um maior conhecimento acerca dos Pinus, quer no Brasil ou em outros
países.
A seção teses e dissertações
sobre os Pinus das principais universidades voltará nas próximas
edições,
visto a enorme quantidade desse tipo de bibliografia ainda disponível
tanto no Brasil como no mundo.
Jarbas Yukio Shimizu é definitivamente um grande autor sobre
os Pinus, possuindo inúmeras publicações como
autor e co-autor, somente sobre este gênero. Algumas delas estão
disponíveis na web e serão elas as que apresentaremos
a vocês. Entretanto, ele ainda possui muitas outras, as quais
podem ter seus títulos e fontes bibliográficas encontradas
em seu curriculum vitae do sistema Lattes do CNPQ. Mas não é apenas
sobre Pinus que o Dr. Shimizu se ocupa a pesquisar e escrever. Existem
trabalhos seus também com outras coníferas e folhosas,
tais como: eucaliptos, araucária, folhosas nativas e ciprestes.
Jarbas Shimizu é de uma geração de grandes estudiosos,
dedicando-se à pesquisa desde sua graduação em
Viçosa, onde se formou Engenheiro Florestal em 1970. Tornou-se
Mestre em 1974 pela Universidade da Flórida (EUA). Em 1985,
conquistou o título de Doutor pela Universidade da Carolina
do Norte (EUA) e em 1997 finalizou seu pós-doutorado na Universidade
de Oregon, também nos Estados Unidos. Jarbas Shimizu continuou
dedicando-se às pesquisas florestais no Brasil, sendo pesquisador
da Embrapa Florestas desde 1978 até o presente momento. Suas
principais áreas de atuação, além da silvicultura
em geral, são o melhoramento genético e a conservação
de recursos genéticos de populações florestais.
O
curriculum Lattes de Jarbas Y. Shimizu está disponível
em:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4780892U9
Navegue e aprenda com o que nos ensina o Dr. Shimizu sobre
Pinus e outras coníferas:
Pinus na silvicultura brasileira. J.
Y. Shimizu. 7 pp.
http://www.ufsm.br/cepef/artigos/Pinus%20na%20silvicultura%20brasileira.pdf
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./florestal/
index.html&conteudo=./florestal/artigos/pinus.html
Variabilidade
genética em uma população remanescente
de araucária no Parque Nacional do Iguaçu, Brasil.
J. Y. Shimizu; P.Jaeger; S. A. Sopchaki. Boletim de Pesquisa
Florestal. Embrapa Florestas. Colombo. nº 41, p.: 18-36. (2000)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/boletim/boletarqv/boletim41/shimizu.pdf
Características físicas, químicas e anatômicas
da madeira de Pinus merkusii. M. M. Siqueira;
J. C. D. Pereira; P. P. Mattos; J. Shimizu. Embrapa. Comunicado
Técnico nº 65.
4 pp. (2001)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/comuntec/edicoes/com_tec65.pdf
Variação
genética em procedências e progênies
mexicanas de Pinus maximinoi L. C. Ettori;
A. S. Sato; J.Y. Shimizu. Revista do Instituto Florestal 16(1):1-9
(2004)
http://www.iflorestsp.br/revista/revista_anterior/v16/variacao-genetica.pdf
Variação
entre procedências de araucária
em Ribeirão Branco (SP) aos vinte e três anos
de idade. J.Y.
Shimizu. Embrapa Florestas. Boletim de Pesquisa Florestal
v. 38: 89-102 (1999)
http://www.prodemb.cnptia.embrapa.br/busca.jsp?baseDados=INSTIT&fraseBusca
=CNPF%20em%20SIG&forcaDetalhe=0
Seleção
de Pinus elliottii pelo valor genético
para alta produção de resina. J.Y.
Shimizu; I. H. Z. Spir. Embrapa Florestas. Boletim de Pesquisa
Florestal
v. 38:103-117
(1999)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/boletim/boletarqv/boletim38/jshimizu2.pdf
Avaliação
do potencial de produtividade de madeira de Pinus tecunumanii no
sul de Rondônia. A.H.Vieira;
J.Y. Shimizu. Embrapa Florestas. Boletim de Pesquisa
Florestal v.
24: 5-16 (1998)
http://www.cpafro.embrapa.br/embrapa/servico/publica1.htm#
RT%20–%20RECOMENDAÇÕES%20TÉCNICAS
Cipreste
para madeira: alto incremento volumétrico com material
genético apropriado. J.Y. Shimizu;
J. E. Pinto Júnior;
G. Ribatski. Embrapa Florestas. Boletim de Pesquisa
Florestal v. 30/31: 03-17 (1995)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/boletim/boletarqv/boletim30_31/jshimizu.pdf
Influência
da mortalidade na eficiência do uso da variável
DAP em testes genéticos de Pinus. E.
B. Oliveira; J.Y. Shimizu; M. C. Muchailh; E. T.
Duraflora. Embrapa
Florestas. Boletim de Pesquisa
Florestal v. 20: 39-47. (1990)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/boletim/boletarqv/boletim20/oliveira.pdf
Variação
entre procedências e progênies
de Pinus oocarpa em Angatuba, SP. E.
R. G. Cesar; J.Y. Shimizu; R. Romanelli. Embrapa
Florestas.
Boletim de Pesquisa
Florestal v. 17:
13-24 (1988)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/boletim/boletarqv/boletim17/cesar.pdf
Sistema de produção de Pinus. J.Y.Shimizu
; A. Grigolleti Junior; A. F. Santos; A. F. J.
Bellote; C. G. Auer,; D. Dossa; E.
B. Oliveira,; E. T. Iede; H. D. Silva,; J. Ribaski,;
M. P. Ferrari ; R. A. Dedecek,; S. Ahrens; S. R.
C. Penteado; W. Reis Filho. Circular
Técnica. Colombo: Embrapa (2002)
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Pinus/CultivodoPinus/index.htm
Memórias do "Workshop sobre Conservação
e Uso de Recursos Genéticos Florestais".
J.Y Shimizu. Embrapa Florestas. Documentos
3056. 159 p. (2001)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/comprasd.htm
Áreas de produção
de semente. J.Y Shimuzu. In: VIII Semana de Estudos Florestais.
M. T. Inoue;
E. S.Lopes; A. J, Araujo;
K. C. Lombardi (Org.). Gráfica e Editora
Venezuelana Ltda. p. 24-33. (2006)
http://www.sbsaf.org.br/anais/2002/trabalhos/1010.pdf
Coleta
de sementes de Pinus e Eucalyptus. A.
C. S. Medeiros; J.Y. Shimizu. In: Fundamentos para a coleta de
germoplasma vegetal. 1 ed. B. M. T. Walters; T.B. Cavalcanti. (Org.).
Brasília:
Embrapa. p. 663-679. (2005)
http://www.cenargen.embrapa.br/cenargenda/pdf/livrofundamentos.pdf
Variação entre procedências de Pinus
taeda L.
na região de Santa Maria, RS. J. Y. Shimizu; H. R.B. Amaral.
Boletim de Pesquisa Florestal. Embrapa Florestas. Colombo. nº 14,
p.13-18 (1987)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/boletim/boletarqv/boletim14/shimizu.pdf

Referências de Eventos e de
Cursos
Nessa seção, trazemos referências
de eventos, cursos e congressos que aconteceram a nível nacional
e internacional e que se relacionam diretamente e indiretamente aos
Pinus. A característica marcante desses bons eventos é a
disponibilidade do material bibliográfico na forma de palestras,
anais, proceedings, livros técnicos ou até mesmo a
disponibilidade dos resumos, os quais já ajudam a saber de
novidades no ramo e os assuntos abordados durante o encontro. Através
dos endereços de URLs, vocês podem obter todo o material
do evento e conhecer mais sobre a entidade organizadora, para eventualmente
se programarem para participar do próximo.
Proceedings of the13th Biennial Southern Silvicultural Research Conference
(Inglês)
O encontro “13th Biennial Southern Silvicultural Research Conference” aconteceu
de 28 de fevereiro a 4 de março de 2005 em Memphis no Tennesee,
EUA. A conferência promoveu a troca de informações
e experiências sobre pesquisas realizadas com Pinus e algumas
outras espécies lenhosas cujas madeiras são utilizadas
para serraria nos Estados Unidos. Estão publicados ao todo
148 resumos expandidos deste evento, todos em inglês.
http://www.srs.fs.usda.gov/pubs/gtr/gtr_srs092/gtr_srs092.pdf
Manejo
Florestal Sustentável e Negócio Florestal (Português)
Palestra de nosso estimado amigo engenheiro florestal Rubens Garlipp
da SBS - Sociedade Brasileira de Silvicultura encontrada na web e
parte do II Workshop Florestal de Paranavaí, PR, ocorrido
em outubro de 2005. Confira a apresentação
em pdf.
http://www.sbs.org.br/secure/PalestraWorkshopFlorestalParanavai.pdf
Forest
Tree Genome Workshop (Inglês)
Este workshop que ocorreu em 1997, disponibiliza as apresentações
em pdf aos interessados. No evento foi apresentado o trabalho de
mapeamento genético de populações de florestas,
inclusive de Pinus. Veja o trabalho em:
http://dendrome.ucdavis.edu/dendrome_news/uploads-abstracts/genwks.pdf
28th
Biennial Southern Forest Tree Improvement Conference (Inglês)
A conferência foi realizada em 2005, tendo como anfitriã a
Universidade Estadual da Carolina do Norte nos Estados Unidos. Há disponível
em torno de 60 trabalhos em pdf, abordando pesquisas e estudos sobre
melhoramento genético, inclusive sobre o Pinus taeda,
produtos derivados de florestais, manejo florestal e sustentabilidade.
http://www.rngr.net/Publications/sftic/2005
Terra
Bonsai - Workshop de Inverno (Português)
Confira as fotos do Terra Bonsai Workshop que ocorreu em julho
de 2006 em Minas Gerais. Existem muitos bonsais que são realizados
com espécies de Pinus e que exigem muito conhecimento das
técnicas, experiência e dedicação. Há fotos
de bonsais de pinheiros muito bonitos e com formatos muito
interessantes.
http://www.terrabonsai.com.br/ExibeAlbum.aspx?idAlbum=17
Pinus-Links
A seguir, estamos trazendo
a vocês nossa
indicação para visitarem diversos websites que
mostram direta relação com os Pinus, nos
aspectos econômicos, técnicos, científicos, ambientais,
sociais e educacionais. Nessa seção, estamos
ainda colocando Pinus-Links com algumas empresas ou
organizações
técnicas relevantes no uso dos produtos dos Pinus, ou
então na divulgação tecnológica
sobre os mesmos. Basta você clicar sobre os endereços
de URLs para abrir nossas indicações ou salvá-las
como favoritas em seu computador.
Cambará S.A. (Português)
Empresa produtora de celulose sulfito branqueada e de papéis
tipo sanitários a partir de madeira das suas florestas
plantadas de Pinus. Localizada em Cambará do Sul (RS),
constitui-se em uma das mais antigas empresas brasileiras de
celulose, tendo sido fundada em 1942. Hoje o controle acionário é exercido
pela família DeZorzi. É a única fabricante
de celulose sulfito de fibra longa branqueada no país,
sendo essa polpa destinada à fabricação
de fraldas de papel, absorventes higiênicos e diversos
tipos de papéis. A casca das árvores dos Pinus e
diversos resíduos de serrarias da região são
utilizados como biomassa combustível em suas caldeiras
de força. Trata-se de uma utilização bastante
abrangente das oportunidades oferecidas pelas florestas plantadas
de Pinus.
http://www.cambarasa.com.br (Website geral)
http://www.cambarasa.com.br/florestas.htm (Florestas plantadas)
Masisa
S.A. (Português)
Empresa internacional com fábricas em diversos países
da América Latina, pertencente ao Grupo Nueva. Possui
uma fábrica de madeira serrada e painéis de madeira
em Ponta Grossa (PR). Seus principais produtos são:
madeira sólida, portas, painéis MDF, OSB e melamínicos.
A empresa detém diversas certificações
como ISO 14001, OHSAS 18001 e a madeira de Pinus é certificada
conforme os critérios do FSC - Forest Stewardship
Council.
http://www.masisa.com/bra/por/default.html (Website geral)
http://www.masisa.com/bra/por/produto/madeira-solida/36/185 (Madeira sólida)
http://www.masisa.com/bra/por/produto/paineis/765/1567 (Painéis)
http://www.masisa.com/bra/por/produto/portas/38/199 (Portas)
http://www.masisa.com/bra/por/produto/processo-de-fabricacao/1481/456 (Vídeo do processo de fabricação)
PNWTRIC – Oregon
State University (Inglês)
The Pacific Northwest Tree Improvement Research Cooperative
(PNWTIRC) tem como objetivo principal o estudo genético
das árvores de sua região, ajudando na obtenção
de novos métodos de manejo e novas variedades mais resistentes
a pragas e patógenos e de maior produtividade. Na seção
de publicações, há algumas disponíveis
em pdf principalmente sobre diversas espécies de Pinus e
de outras coníferas da região.
http://www.fsl.orst.edu/pnwtirc/index.htm (Website da cooperativa)
http://www.cof.orst.edu/cof/fs (Website do Department of Forest
Science da Oregon State University)
http://www.fsl.orst.edu/pnwtirc/pubs_date.htm (Publicações
para download)
SBS - Sociedade Brasileira de Silvicultura (Português)
A Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS) é uma associação
sem fins lucrativos criada desde 1955 e com forte ênfase
na sustentabilidade florestal. Também visa difundir
tecnologias e conhecimentos a respeito de recursos florestais
renováveis e garantir a preservação ambiental.
Além disso, a SBS incentiva a legislação
florestal e a reposição de reflorestamentos a
fim de não ocorrer falta de matéria-prima para
o setor industrial e de madeira para a sociedade. A SBS promove
e participa de cursos e eventos difundindo seus ideais e possui
em seu site um grande arsenal de dados estatísticos
e históricos sobre o setor de florestas plantadas, de
celulose e papel, de produção de carvão
e de madeira processada mecanicamente no Brasil. Confiram:
http://www.sbs.org.br/sbs.htm (Website geral)
http://www.sbs.org.br/estatisticas.htm (Estatística
e históricos)
http://www.sbs.org.br/secure/palestra-download.php (Palestras
e artigos para download)
RNGR
- Reforestation, Nurseries and Genetic Resources (Inglês)
Website pertencente ao Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos, o RNGR tem como objetivo propiciar aos
produtores
de mudas as mais inovadoras tecnologias sobre a área de
reflorestamento e mudas de espécies florestais. O RNGR
também disponibiliza outros links aos interessados em
reflorestamentos e, principalmente, possui várias publicações
sobre técnicas de plantio e de semeadura de várias
espécies florestais. Há bastante trabalhos
a respeito dos Pinus. Para acessar as publicações
basta clicar no segundo link abaixo. Boa leitura.
http://www.rngr.net/About (Website geral)
http://www.rngr.net/search?SearchableText=pINUS (Publicações
sobre Pinus)
MatoCompetição (Português)
O website “MatoCompetição” é especializado
no tema da competição de diversas espécies
cultivadas com plantas daninhas por nutrientes e outros fatores
limitantes no meio ambiente. Há disponíveis
artigos e resumos sobre o assunto. Referentes ao reflorestamento
existem
4 resenhas e aos Pinus existe uma. Há também
um herbário à disposição
dos interessados. Acessem:
http://www.matocompeticao.com.br (Webpage
- página
inicial)
http://www.matocompeticao.com.br/artigos_noticias.asp (Artigos e notícias)
http://www.matocompeticao.com.br/resenhas_lista.asp?ID_Categoria=1 (Resenha de trabalhos de pesquisa)
http://www.matocompeticao.com.br/resenhas_lista.asp?ID_Categoria=1 (Resenha de trabalhos de congressos)
Mini-Artigo
Técnico por Ester Foelkel
O Conceito de Espécies
Invasivas ou Invasoras em Relação aos
Pinus
Introdução
Plantas
invasoras ou invasivas são
aquelas consideradas exóticas em uma determinada região
e que conseguem se estabelecer, adaptando-se muito bem às
condições da localidade, inclusive progredindo
e superando o desenvolvimento das espécies nativas
(Deuber, 1992; Mangold, 2005). Logo, estes vegetais invasores
são muitas vezes chamados de "aliens" e
podem ser convertidos em problemas, pois, além de
sobressaírem competitivamente às plantas nativas
locais, têm rápida disseminação
no meio. Assim, cuidados devem ser colocados a fim de manejar
estas espécies de plantas que podem prejudicar ecossistemas
naturais, o rendimento de plantações agrícolas
e as pastagens naturais (Instituto Hórus, 2008).
Os
Pinus, árvores nativas geralmente do hemisfério
norte do planeta,
são espécies florestais muito vantajosas em relação
a muitas árvores nativas, não apenas as brasileiras, mas também
de outras regiões (Wikipedia, 2008). Os pinheiros se desenvolvem com sucesso
e se reproduzem em regiões que muitas plantas não conseguiriam
e, ainda, de forma rápida e eficiente, adaptando-se perfeitamente às
condições em que se encontram. No caso do Brasil, por serem tolerantes
ao frio e pouco exigentes em fertilidade do solo, conseguem se adaptar a muitas
condições ambientais adversas, sobressaindo-se em termos competitivos.
Isto, ainda sem contar com as qualidades físico-químicas e mecânicas
da madeira, bastante apreciada, tanto para a serraria e demais produtos sólidos,
como para a indústria de celulose e de papel. A demanda de madeira está crescendo
mundialmente e o Pinus, por todas suas vantagens, é cada vez mais plantado
no Brasil para suprir essa necessidade. Apesar disso, muitas vezes inexistem
medidas de manejo preventivas à sua invasão em outras áreas
próximas. Sendo assim, o objetivo deste artigo técnico é,
através de revisão bibliográfica, conscientizar as pessoas
de que o manejo de florestas de Pinus não inclui apenas os tratos da cultura
em suas áreas plantadas, mas também as medidas de controle e prevenção
da disseminação natural para outras localidades. Essas técnicas
são de mesma relevância quanto aquelas para obter boas produtividades
e qualidades de produtos.
Os Pinus foram introduzidos no Brasil em 1948, no Estado de
São Paulo.
Pesquisas foram feitas com os pinheiros americanos ditos "amarelos" pelo
Serviço Florestal do Estado. Cinco espécies de Pinus foram plantadas.
Destas, Pinus taeda e P. elliottii se sobressaíram, mostrando-se perfeitamente
adaptados às nossas condições climáticas. Desde então,
estas duas espécies foram difundidas nas regiões Sul e Sudeste,
muitas vezes não levando em conta as medidas de prevenção à sua
disseminação natural, principalmente no passado mais distante.
As variedades do pinheiro tropical Pinus caribaea, que são as mais utilizadas
em reflorestamentos nas regiões mais quentes do país, tampouco
podem estar recebendo os devidos cuidados para evitar sua disseminação
nas áreas naturais. (Instituto Hórus, 2008). Isso ocorre principalmente
a nível de fazendeiros rurais e empresas não certificadas pelos
critérios do FSC ou CERFLOR.
Principais
características do Pinus como invasor
Segundo o website "The Global Invasive Species Team" o
gênero Pinus foi classificado pela IUCN (União Mundial
para a Conservação da Natureza) como sendo uma das 100
espécies mais invasoras no planeta. Isso ocorre pela fácil
disseminação de suas sementes que, por serem de tamanho
diminuto e apresentarem estruturas adaptadas à disseminação
anemófila, podem-se dispersar a 100 metros ou mais da planta
mãe. As sementes do Pinus também podem ser disseminadas
pelo solo, água ou terem animais (pássaros, etc.) como
agentes dispersivos. Os Pinus possuem alta capacidade de produção
sementeira, o que aumenta ainda mais a chance de suas sementes virem
a se tornar plântulas e posteriormente árvores em outros
locais que não sejam as áreas efetivamente plantadas.
As sementes possuem dormência, germinando apenas nas épocas
que em que as condições ambientais lhes são de
todo favoráveis (Floriano, 2004). Esta é outra característica
importante para espécies serem consideradas plantas invasivas,
sendo a dormência um mecanismo de sobrevivência e defesa
que foi adquirido ao passar do tempo em sua evolução
(Deuber, 1992). Segundo Ziller e Galvão (2001), os Pinus também
são considerados invasores pela alta longevidade de suas sementes
no solo, alta germinação (muitas vezes acima de 90%),
maturação precoce das plantas, floração
e frutificação em períodos prolongados.
As
raízes
da maioria das espécies de Pinus se associam
mutualisticamente com fungos ecto-micorrízicos. Esta associação
gera benefícios aos Pinus, tornando-os mais resistentes a
secas, pelo fato do fungo aumentar a superfície de absorção
radicular. As micorrizas também favorecem a absorção
de nutrientes destas plantas, conseguindo captar para a planta o
que ela não teria condições de fazer sozinha.
As micorrizas até mesmo tornam a planta resistente à toxidez
de alumínio
e a solos ácidos, além de diminuir a incidência
de certas doenças fúngicas. Esta última vantagem
ajuda o Pinus, principalmente na fase de muda, em que a planta é mais
sensível às condições ambientais. Assim,
a associação Pinus X fungo micorrízico gera
aumento de crescimento e sobrevivência de mudas inclusive em
terrenos erodidos e degradados (Cardoso et al., 1992).
Os
Pinus também
são conhecidos por produzir substâncias
químicas capazes de inibir o desenvolvimento de outros vegetais
sensíveis a elas. Isto é denominado alelopatia e
aumenta ainda mais a vantagem na competição com outras
plantas nativas. A exclusão mecânica (manta orgânica
de acículas sobre o solo) e o sombreamento são outras
características
que fazem o Pinus demandar manejos especiais, não apenas
por se desenvolver mais rapidamente, mas também por retirar
a luminosidade necessária de outras plantas por ganhar em
espaço
em um mesmo nicho ecológico. Isso pode levas outras plantas
primeiro à opressão
e posteriormente à morte por falta de recursos limitantes,
como luz, nutrientes e água.
A
maioria das espécies
de Pinus também é considerada
resistente ao fogo, havendo rebrotes logo após. Isso também é vantagem
em relação às plantas nativas susceptíveis
ao fogo.
Por
fim, a maioria dos Pinus não possui
um número
elevado de inimigos naturais que os ataquem no nosso país.
Fora as formigas cortadeiras e os pulgões que provocam
maiores danos principalmente às
mudas, há apenas a vespa-da-madeira, que pode prejudicar
seu desenvolvimento após a árvore ficar adulta
e estabelecida. O mesmo é observado com problemas fitopatológicos
dos Pinus. Há poucas doenças associadas com o gênero
em nosso país e as que existem atacam mais as mudas do
que as árvores
(Embrapa Florestas, 2008).
Logo,
as características de
disseminação da semente,
a dormência, a alelopatia, o número reduzido de
inimigos naturais, o rápido crescimento, entre outros,
fazem dos pinheiros plantas altamente competitivas, sendo muitas
vezes pioneiras em áreas
degradadas e também plantas consideradas colonizadoras.
O que é fantástico
para a silvicultura e para a produtividade florestal, pode ser
problema na competição com plantas nativas e com
cultivos agrícolas.
Por essas razões, a necessidade do bom entendimento dessas
características
e a busca da biodiversidade e proteção dos ecossistemas
são vitais. Todos sabemos que existem impactos associados
ao reflorestamento com os Pinus. Esses precisam ser entendidos,
controlados
e monitorados. Reflorestar é preciso, todo sabemos sua
importância.
Cabe então se fazer isso da forma com mínimos impactos
ambientais.
Estudos do Pinus como invasor em diferentes regiões
do Brasil e do mundo
Shimizu e Tabata (1985) observaram os danos e modificações
em florestas nativas de uma ilha do oceano Pacífico
pertencente ao Japão que
foram "invadidas" por Pinus lutchuensis. Apesar da diminuição
da luminosidade e maior deposição de folhas no sub-bosque
da floresta, não houve modificações em número
ou quantidade de espécies nativas da região. Os autores
sugeriram que os Pinus ocuparam um nicho que estava sobrando na área.
Outra suposição dos
autores para este fato é de que as nativas arbóreas da
região
eram tão agressivas competitivamente ou mais que os Pinus, fazendo
com que não houvessem modificações em seu desenvolvimento
e número.
Segundo
Richardson (1998), em estudos de Pinus invasores feitos
até 1991,
53% de invasão foram detectadas em áreas com predominância
herbácea, 8 % de invasão em regiões arbustivas e
8% em áreas
arbusto-florestais. A Nova Zelândia possui muitas espécies
de Pinus adaptadas às suas condições ambientais,
contribuindo para que se tornem invasoras. Richardson (1998) destaca
Pinus pinaster, P. radiata,
P. taeda, P. sylvestris, P. banksiana, P. halepensis, P. muricata,
P. nigra, P. ponderosa e P. mungo como as principais espécies que
se disseminam em algumas das regiões daquele país.
Ziller
e Galvão (2001) estudaram a contaminação biológica
de Pinus taeda e Pinus elliottii em estepe gramíneo-lenhosa
no leste do Paraná - Brasil. Os autores registraram que em 76%
dos pontos diagnósticos
na estepe, em 57% dos pontos em formações pioneiras de
influência
fluvial e em 25% das áreas agrícolas havia contaminação
por Pinus. Os mesmos autores, ainda, ressaltam que apesar desta invasão
ser esparsa, há o problema de agravamento com o passar do tempo,
ainda mais se não ocorrer nenhuma medida de controle.
Ziller
(2001) enfatiza que apenas P. taeda e P. elliottii são
pinheiros considerados invasores no Brasil; contudo, ainda há carência
de estudos sobre o assunto e este potencial pode ser maior do que o
previsto. Ziller
(2001) e Richardson e Van Wilgen (2004) ressaltam que um dos piores
problemas da invasão em ambientes naturais é a contaminação
biológica. Com o estabelecimento de espécies exóticas
em um ambiente novo há a modificação de seus fatores
ambientais como temperatura, umidade, ciclagem de nutrientes, acúmulo
de biomassa no solo (aumentando o risco de incêndios), porte
da vegetação,
distribuição de funções de espécies
em um dado ecossistema, diferenciação de processos evolutivos,
modificação
de taxa de decomposição, de comportamento entre insetos
polinizadores e plantas, entre outros. Por esses motivos, os cuidados
de manejo a se ter ao
plantar florestas de Pinus próximas a áreas naturais
de preservação.
Tichý e
Mácová (2001)
compararam o desempenho de Pinus strobus (exótico e invasor)
e de P. sylvestris (nativo) em diferentes temperaturas em duas áreas
de vale da República Tcheca. A reação às
temperaturas das duas espécies não diferiu no verão
e no inverno. Contudo, na primavera, P. strobus respondeu negativamente
ao aumento
repentino de temperatura, enquanto que P. sylvestris mostrou-se indiferente.
Isso influencia a brotação que ocorre posteriormente
em P. strobus. Nesta época do ano, os raios solares incidem
com menor força na
parte baixa do vale, o que também deprecia o desenvolvimento
de P. strobus comparado ao P. sylvestris. Logo, o pinheiro nativo é mais
encontrado nesta parte, enquanto que o exótico fica restrito às
regiões
mais elevadas.
Rouget
et al. (2002) avaliaram o risco de invasão
de habitats naturais da África do Sul por Pinus e acácia.
Destas áreas
ainda não contaminadas, os autores estimaram que 6,6 % e 9,8
% estão
sujeitas a serem invadidas por espécies de Pinus e pela Acácia
mearnsii, respectivamente.
Em
2002, Nyoka observou várias espécies
de Pinus como invasoras na África do Sul. Estas foram: P.
canariensis, P. elliottii, P. halepensis, P. patula, P. pinaster,
P. pinea, P. radiata, P. roxburghii, P. taeda. O mesmo
autor também apontou seis espécies de Pinus invasoras
no Zimbábue,
que são: P. elliottii, P. kesyia, P. patula, P. radiata,
P. taeda, P. roxburghii.
Em
estudos sobre a reinfestação
por Pinus em local de restauração
ambiental do Parque Florestal do Rio Vermelho em Florianópolis,
SC – Brasil,
Bourcheid et al. (2003) mostraram o alto potencial do gênero
em reinfestar a área. Devido ao alto número de
sementes de Pinus existentes
no banco de sementes neste solo, foi registrada uma média
de 6,17 plantas por 10 metros quadrados, estimando-se
19.650 plantas por hectare.
A pesquisa ainda avaliou a capacidade de desenvolvimento das
mudas de Pinus em um ano, tendo
estas a altura média 8,36 cm. Os autores ainda enfatizam
a importância
deste estudo para a continuação do estudo do
gênero
na área.
Liesenfeld
e Pellegrim (2004) ressaltaram que P. elliottii está se
disseminando e invadindo áreas de dunas e campos
da beira da Lagoa Negra e Praia de Fora, na reserva estadual
de Itapuã em
Viamão, RS - Brasil. Os
autores enfatizam que por encontrar terreno fértil,
o Pinus têm
sua colonização facilitada nestas áreas.
Isto provoca, segundo os autores, danos também à estética
da paisagem da região,
podendo diminuir o seu potencial turístico. Os Pinus podem
estar tirando lugar de espécies nativas, não
apenas vegetais, mas também
animais. Os autores ressaltam que há cerca de 4.000
Pinus adultos no parque e 30 a 60 mil pinheiros jovens. Este
número de indivíduos jovens é elevado
pela retirada do gado nos dois anos anteriores, eliminando
a morte de plantas jovens por pisoteio.
Richardson
apud “The
Global Invasive Species Database” (2005)
ressalta que a espécie Pinus radiata está invadindo
as florestas secundárias
nativas das Valdívias no Chile. Neste mesmo país, P.
contorta, P. pinaster, P. ponderosa, P. radiata e P.
sylvestris também são
considerados invasores. P. ponderosa foi considerada a mais
preocupante destas, pois invade reservas naturais, ao passo
que P. pinaster invade apenas áreas
já perturbadas e degradadas.
Na
ilha do sul da Nova Zelândia, há três
espécies de
Pinus invasoras, segundo DOC apud “The Global
Invasive Species Database” (2005).
Estas são: P. radiata (a mais disseminada), P.
contorta e P. nigra. As três dominam
em áreas de campos
ou de vegetação
arbustiva.
Em
estudos comparando o desenvolvimento do Pinus
halepensis invasor em duas regiões
distintas (mediterrâneo e região semi-árida)
de Israel, Lavi et al. (2005) concluíram que em
ambas as áreas a disseminação
foi mais vigorosa no oeste da plantação,
lado oposto aos ventos quentes. O Pinus da região árida
frutificou antes do da região
mediterrânea: nove contra 12 anos, respectivamente.
Em ambas regiões
a densidade da infestação obedeceu a uma
correlação
negativa com o aumento da distanciamento das florestas
de Pinus.
Henrik
et al. (2006) observaram que praticamente metade da área
de dunas e costa da Dinamarca está contaminado pelo
exótico
P. mugo. Os autores registraram que as áreas
mais atingidas são as degradadas.
Estes também encontraram esta espécie
de pinheiro, a qual é nativa
das regiões montanhosas do centro da Europa
(Alemanha e Polônia),
e que está se estabelecendo como invasora também
na Suécia
e na Noruega. P. mugo foi inicialmente introduzido
nas dunas objetivando o controle da erosão causada
pelo vento e também visando nova fonte geradora
de renda. Contudo, hoje pode estar causando danos a
espécies
nativas da região, principalmente das já ameaçadas.
Por isso, recomendam-se associar as plantações
econômicas a técnicas de prevenção à disseminação
e invasão de ecossistemas naturais.
Zanchetta
e Diniz (2006), em estudos de contaminação
biológica
por espécies de Pinus em três diferentes áreas
de cerrado da estação ecológica
de Itirapina, SP - Brasil, observaram que P.
elliottii foi
a espécie com maior potencial invasor, e que
a área
mais afetada por este foi a mais úmida. Os autores
abordam que as sementes provêm da estação
experimental agronômica, situada
ao lado da área de preservação
ecológica,
que, por ser mais elevada, é uma área
de disseminação de sementes
de Pinus. Continuando os estudos nesta área,
Zanchetta e Pinheiro (2007) fizeram uma análise
mais detalhada dos fatores que favoreciam a disseminação
e a conseqüente invasão de P.
elliottii. Chegaram à conclusão
de que há ventos predominantes na região
que sopram do foco de dispersão diretamente às áreas
afetadas. Esta época
de ventos coincide com o período de frutificação
dos Pinus e também com o término do período
de chuvas, o que favorece ainda mais a colonização
da área vizinha.
Mahmoud
et al. (sem referência
de data), em áreas de fragmento de
cerrado na reserva ecológica de Itirapina, SP – Brasil,
observaram que P. elliottii está se disseminando
em quantidade negativamente correlacionada com a distância
da área de disseminação: quanto mais
distante do sítio de disseminação,
menos árvores
eram encontradas. O tamanho destas árvores também
obedeceu semelhante comportamento. Os autores explicam
ambos os fatos pela capacidade de dispersão
tanto das sementes como dos esporos dos fungos micorrízicos
associados às
raízes dos Pinus. Logo, as áreas mais propícias
para a invasão
de P. elliottii foram as bordas do fragmento (áreas
vizinhas) por haver mais deposição de sementes
e também de esporos de fungos,
tornando o ambiente mais propício para a colonização.
Em plantações florestais para fins econômicos,
as áreas
de preservação permanente e de reserva legal
estão em geral
limítrofes com as plantações de Pinus.
Por essa razão,
os cuidados para evitar a infestação dessas áreas
naturais devem ser maximizados.
Benefícios dos Pinus
Atualmente, a maioria da madeira do Pinus produzida no
Brasil está certificada,
obedecendo para tanto normas de sustentabilidade e de
bom manejo florestal. Estes reflorestamentos trazem benefícios
sociais e econômicos à sociedade,
que necessita da madeira. Protege também as matas
nativas, já que
o homem ao usar a madeira de plantações,
deixa de agredir as matas naturais para colher a madeira
que necessita. A maioria das florestas de Pinus são plantadas em áreas anteriormente degradadas
pela agricultura, ajudando inclusive na regeneração
destas, por obedecer a aptidão
agrícola do solo e por promover cobertura deste,
evitando a erosão
e aumentando a capacidade de retenção de água
(Vasques et al., 2007). Os mesmos autores ainda comentam
que a atividade de reflorestamento
de Pinus é considerada de baixo impacto ambiental,
por proteger o solo e evitar que remanescentes de florestas
nativas e naturais continuem sendo devastadas.
Por ser uma cultura de longo prazo, é considerada
de pouca utilização
de insumos químicos e o óleo diesel das
moto-serras está sendo
substituído por óleos vegetais, os quais
são reciclados
e atóxicos. Neves et al. (2001) e Vasques et al.
(2007) também
afirmam que as plantações de Pinus contribuem
para o seqüestro
de carbono da atmosfera.
As
empresas auditoras e certificadoras florestais de plantações
de Pinus do Brasil e do mundo já possuem normas
que visam o manejo das áreas
vizinhas evitando possíveis disseminações
e contaminações
biológicas nestas. Da mesma forma, as técnicas
de controle de Pinus invasores, se bem empregadas,
são
de fácil condução,
visto que as árvores do gênero não
possuem rebrote, sendo facilmente eliminadas (Vasques
et al., 2007). Estudos citados por estes pesquisadores
no Brasil mostram que os Pinus se adaptam muito bem
a áreas
degradadas, contribuindo para o enriquecimento em matéria
orgânica destes solos
e ajudando em sua recuperação a longo
prazo.
Do
ponto de vista sócio-econômico,
as várias indústrias
de celulose e do setor moveleiro contribuem para
o desenvolvimento de regiões
do Sul e Sudeste do Brasil, gerando renda e mais
de dois milhões de empregos
diretos e indiretos para inúmeros brasileiros.
A silvicultura tem importante papel na economia do
país, representando cerca de 4,1
% do PIB em 2001 (SBS apud Vasques et al., 2007).
Da
mesma forma que Vasques e colaboradores (2007)
mostram a importância
da silvicultura na economia e para a sociedade brasileira,
Mondlane et al (2002) corroboram os resultados sócio-econômicos
positivos de atividades florestais na África
do Sul. Estes últimos autores apontam parcerias
do governo e das indústrias reflorestadoras
para a solução
da invasão de espécies florestais em
ambientes nativos, buscando a sustentabilidade de
todos os reflorestamentos no país.
Manejo e controle do Pinus quando invasor ou invasivo
Os produtos certificados de Pinus trouxeram desenvolvimento
econômico e
social e conservação ambiental a várias
regiões do
Brasil e, segundo Vasques et al. 2007, há a necessidade
de formalizar e regularizar manejos adequados às
espécies de pinheiros, visando
amenizar os efeitos negativos da regeneração
natural.
Os
Pinus continuarão sendo plantados
na Nova Zelândia; contudo,
medidas de controle e prevenção de invasão
devem ser consideradas junto com manejo de seus reflorestamentos
(Cattaneo, sem referência
de data).
De
acordo com Mondlane et al. (2002), a legislação
governamental da África do Sul permite que continue
havendo novas plantações
de Pinus; mas as indústrias e os reflorestadores
devem controlar sua disseminação
para as áreas vizinhas. Além disso, o
governo sul-africano irá requerer
divisão nos custos de limpeza de áreas
com invasão de Pinus e outras espécies exóticas invasoras.
Os mesmos autores ainda ressaltam que a maioria dos
reflorestamentos
atuais têm tecnologias avançadas
e buscam a sustentabilidade da área, sendo este
requisito fundamental para a certificação
da madeira. Logo, os órgãos certificadores
desenvolvem e exigem também regras preventivas à invasão,
controle desta e monitoramento das áreas vizinhas
aos reflorestamentos. Isso é essencial nos dias
atuais, até mesmo como uma resposta do
setor florestal às preocupações
da sociedade.
Moran
et al. (2000) estão estudando
a possibilidade da liberação
de insetos e ácaros exóticos comedores
de cones e sementes de pinheiros como agentes de controle
biológico de Pinus infestantes na África
do Sul. A medida de controle está sendo desenvolvida
pelos problemas de reinfestações das áreas
anteriormente já controladas,
por haver sementes dormentes no solo, pela meta de
diminuição
de Pinus invasivo e também pela seletividades
dos insetos aos cones e às
sementes. Tais medidas diminuiriam conflitos de interesse
entre os conservacionistas (trabalhando no programa
de conservação da água no país)
e as indústrias reflorestadoras.
Na
Nova Zelândia,
estudos com agentes de controle biológico
clássico
(insetos comedores de sementes) também estão
sendo realizados, segundo "The Global Invasive
Species Database" (2005), mas os autores
enfatizam a necessidade de mais pesquisas sobre o
tema antes da liberação
biológica. O país possui uma espécie
de conífera
nativa da região, a qual poderia também
servir de alimento a estes insetos, ou seja: uma
medida positiva poderia acabar virando negativa à biodiversidade
local.
Le
Maitre et al. (2002) indicam custos de controle de invasoras
em quatro áreas
infestadas. Dentre estas constam as infestadas
com Pinus.
Medidas de controle estão sendo implantadas
na região visto que acredita-se que estas
invasoras já diminuíram os reservatórios
de água
em 6,7%. Logo, os custos de controle chegam a US$
13,2 milhões em somente
uma das áreas. Os custos elevados aumentarão
ainda mais se medidas de controle não forem
tomadas em curto espaço de tempo. Isto encareceria
ainda mais tal controle posterior. Autores como Richardson
(1998) afirmam que o melhor é sempre a
prevenção
da invasão, visto que
algumas espécies, depois de estabelecidas,
têm seu custo de controle
extremamente alto. Por isso, recomendam agir
no início
do problema, prevenindo-o na origem.
A
invasão
das coníferas, segundo Cattaneo (sem
referência
de data), pode ser prevenida observando-se a
influência
de alguns fatores, que são: característica
das espécies do ambiente e do local
de reflorestamento; disposições
e desenho da plantação
e manejo da |