
Editorial
Caros
leitores
A oitava
edição da PinusLetter está aqui
disponível para sua apreciação e leitura. Trazemos
aos interessados pelos Pinus muitos conhecimentos e informações
abrangendo diversos temas relacionados aos produtos, manejo florestal,
recursos naturais, sustentabilidade, enfim, tudo que tem relações
com os Pinus e com as Pináceas. Esperamos que seja do agrado
de todos e consiga lhes motivar à leitura como no caso das edições
anteriores.
A seção "Os
Pinus no Brasil" descreve
desta vez o Pinus caribaea e três de suas variedades. Originário
da América Central, Pinus caribaea possui rápido crescimento
e boas qualidades de madeira e por isso é um dos pinheiros tropicais
mais utilizados em reflorestamentos em regiões quentes de todo
o mundo, inclusive no Brasil. Há à disposição
dos leitores a origem das variedades hondurensis, bahamensis e caribaea,
principais utilizações, características e algumas
pesquisas realizadas com elas.
A PinusLetter
08 continua trazendo
importantes trabalhos sobre os principais tipos de painéis de madeira de
Pinus, sendo o painel EGP
("Edge
Glued Panel") ou "painel
de madeira colado lateralmente" o
assunto da atual edição. Informem-se sobre a diferença
deste painel frente aos demais, anteriormente descritos nas edições
anteriores, e saibam por que é considerado um produto de valor
agregado. Há para os leitores informações econômicas
do EGP no Brasil, seu principal uso e as perspectivas futuras para
o painel. Aos interessados, verifiquem as principais empresas produtoras
de painéis colados lateralmente com Pinus no Brasil e no mundo.
Da mesma forma que nas anteriores,
nessa edição homenagearemos
mais um grande autor dos Pinus, o Prof. Dr. Umberto
Klock, da Universidade
Federal do Paraná (UFPR). Ele é a nossa indicação
para vocês na seção "Referências Técnicas
da Literatura Virtual – Grandes autores dos Pinus". Trazemos
aos leitores um pouco sobre a formação, trabalho e pesquisa
dedicada aos Pinus desse grande professor especialista em química
e tecnologia da madeira e que tanto contribui com suas pesquisas e
atividades docentes.
Confiram ainda os "Pinus-Links" e as "Referências
de Eventos e de Cursos", que trazem boas oportunidades para aprender
mais sobre os Pinus, consultando os websites da internet indicados
e os materiais dos cursos e eventos referenciados.
O mini-artigo técnico
dessa edição discorre sobre
o tema "Aspectos ambientais da indústria
moveleira no Brasil".
Há informações disponíveis sobre as questões
ambientais que preocupam o setor moveleiro, os resíduos gerados,
a consciência das empresas com o meio-ambiente e algo sobre a
legislação brasileira no que tange a este assunto. Conheçam
alguns estudos de caso e pesquisas realizadas em alguns dos mais importantes
pólos moveleiros do país, bem como as principais alternativas
para minimizar impactos ambientais: a produção mais limpa,
o "ecodesign" e a gestão de resíduos.
Aos patrocinadores,
dizemos o nosso "muito obrigado(a)" pelo
grande apoio e incentivo a levar ao público alvo, que cada vez é maior,
conhecimento e respeito às árvores fantásticas
que são as dos Pinus.
Agradecemos
nossos dois patrocinadores:
ABTCP - Associação Brasileira Técnica de Celulose
e Papel (http://www.abtcp.org.br)
CRA
- KSH - Conestoga-Rovers & Associates
(http://www.craworld.com/en/corporate/southamerica.asp)
Esperamos estar contribuindo, através da PinusLetter, à potencialização
das várias qualidades desse gênero para as plantações
florestais no Brasil e na América Latina, levando sempre mais
conhecimento e saber sobre o Pinus e também sobre a preservação
dos recursos naturais e a sustentabilidade
Um
forte abraço e muito obrigado a todos vocês.
Ester
Foelkel
http://www.celso-foelkel.com.br/ester.html
Celso
Foelkel
http://www.celso-foelkel.com.br/celso2.html
Nessa
Edição
Pinus
caribaea e suas três variedades: caribaea, bahamensis
e hondurensis
Referências
Técnicas da Literatura Virtual - Grandes autores
(Dr. Umberto Klock)
Referências
de Eventos e de Cursos
Pinus-Links
"Edge
Glued Panel" (Painel de Madeira Colado Lateralmente)
Mini-Artigo
Técnico por Ester Foelkel
Aspectos
Ambientais da Indústria Moveleira no Brasil

Os
Pinus no Brasil: Pinus caribaea e suas três variedades: caribaea,
bahamensis e hondurensis
Pinus
caribaea,
classificado no Brasil como um pinheiro tropical, possui três variedades
que apresentam diferentes características
morfológicas e distintas regiões de origem. Alguns taxonomistas
inclusive questionam o agrupamento dos pinheiros tropicais em variedades,
enquadrando-as em distintas espécies.
Pinus
caribaea é originário
da América Central,
ocorrendo naturalmente no México, Cuba, Bahamas, Belize, Guatemala,
Nicarágua e algumas outras ilhas da região. Os principais
nomes comuns dados à espécie nestas localidades são:
"pino de la costa, ocote blanco, pino caribe e pino caribeño
de Honduras".
Já na língua inglesa é chamado de "caribbean
pine" ou "pitch pine".
Pinus
caribaea var. hondurensis é um
dos mais plantados em reflorestamentos nas zonas quentes do Brasil,
com uma área de mais de 700.000 ha
indo desde a Amazônia até a região sudoeste do
país.
Sua madeira é muito utilizada para processamento mecânico
em serrarias, além de ser também muito qualificada para
a extração econômica de resina e para a produção
de papel e celulose.
Os pinheiros tropicais se desenvolvem
melhor em zonas quentes, possuindo nessas regiões um crescimento rápido
e superior às
outras espécies temperadas (Pinus taeda e P. elliottii), que
se desenvolvem melhor em temperaturas mais amenas.
As outras duas variedades
de Pinus caribaea são: Pinus caribaea
var. bahamensis, endêmica de Bahamas e das ilhas Turcas e Caicos
e Pinus caribaea var. caribaea, originária do oeste de Cuba.
A variedade hondurensis é oriunda de Belize, da Guatemala, de
El Salvador, de Honduras, da Nicarágua e do México.
Um
dos grandes problemas existentes em povoamentos florestais de P.
caribaea var. hondurensis e bahamensis no Brasil é a freqüente
deformação
do formato da copa das árvores devido ao rápido crescimento.
Há o surgimento de árvores com fustes longos e com acículas
no formato de rabo de raposa ("fox tail"), o que pode prejudicar
a qualidade da madeira, dependendo de seu uso. Esta deformação é praticamente
nula na variedade caribaea que apresenta ramificações
finas, perpendiculares e que se estendem ao longo do tronco.
Pinus
caribaea var. hondurensis é um dos pinheiros mais utilizados
em reflorestamentos em zonas tropicais de todo o mundo, devido a sua
grande adaptabilidade ambiental, podendo se desenvolver desde o nível
do mar até altitudes de 1000 m. Porém uma de suas maiores
restrições é a intolerância a geadas. Suas árvores
podem chegar a até 30-35 m de altura, possuindo poucas ramificações
e galhos até uma altura considerável. A coloração
da casca em árvores jovens é predominantemente cinza
e quando adulta há também presença de tonalidades
de cinza escuras a tons avermelhados, possuindo fissuras. Os estróbilos
geralmente aparecem em ramos inferiores das árvores, anteriormente à brotação.
Já os cones estão presentes em grupos de 2 a 5 e situam-se
nas partes superiores. As sementes são aladas e rajadas em cinza
e marrom e possuem formato ovóide e comprimentos de cerca de
6 mm, chegando a ter 2,5 cm considerado o comprimento junto com a ala.
A rápida disseminação, inclusive
em áreas
onde é considerada exótica, faz com que P. caribaea não
esteja em perigo de extinção; com exceção
da variedade típica de Cuba (caribaea). O desmatamento desta
região
fez com que esta fosse considerada vulnerável, segundo a União
Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos
Naturais (IUCN - http://cms.iucn.org/about/index.cfm).
Todas as variedades
de Pinus caribaea possuem grande potencial para uso em reflorestamentos
em zonas quentes e livres de geada, sendo,
portanto,
bastante estudadas em várias regiões do mundo buscando
maior qualidade de madeira e otimizando sua produção.
Aos interessados pelas características botânicas de suas
variedades, formas de plantio e manejo, acessem os links selecionados
a seguir. Há também à disposição
alguns resultados de pesquisas envolvendo esta espécie e suas
variedades que abrangem desde a melhoria de tratos culturais até a
qualidade da madeira e de seus produtos finais.
Pinus
caribaea. (Português)
O Instituto Hórus apresenta links sobre as principais características
de muitas espécies consideradas por ele como exóticas invasoras.
Em algumas regiões do Brasil, Pinus caribaea já é considerada
invasiva. Confira, neste site, a morfologia da espécie e de suas
três variedades, sua origem, histórico, importância
e as medidas para evitar seu alastramento em zonas de floresta nativa.
http://www.institutohorus.org.br/download/fichas/pinus_caribaea.htm
Pinus
caribaea. (Inglês)
O Centro de Pesquisa em Anatomia da Madeira do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos disponibiliza um artigo técnico sobre Pinus
caribaea, que abrange as principais características da morfologia
de suas estruturas reprodutivas, bem como a distribuição
da árvore em território norte-americano, propriedades
da madeira e suas principais utilizações.
http://www2.fpl.fs.fed.us/TechSheets/Chudnoff/TropAmerican/html_files/pinusc1new.html
Wikipedia - Caribbean Pine - Pinus
caribaea Morelet
A enciclopédia virtual gratuita Wikipedia possui três links
caracterizando Pinus caribaea: em espanhol, em inglês e em português.
Há dados taxonômicos e a diferenciação da
origem de cada uma das variedades. A versão em português
apresenta-se menos completa.
http://en.wikipedia.org/wiki/Pinus_hondurensis (Inglês)
http://es.wikipedia.org/wiki/Pinus_caribaea (Espanhol)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinus_caribaea (Português)
The
Gimnosperm Database - Pinus caribaea. (Inglês)
As principais informações que o site http://www.conifers.org em sua “The Gimnosperm Database” traz sobre o Pinus
caribaea são as regiões de origem das três variedades, suas
descrições taxonômicas e algumas referências
bibliográficas para os interessados.
http://www.conifers.org/pi/pin/caribaea.htm
Pinus
caribaea Morelet. R. Salazar; D. Jøker. Seeds Leaflet 40.
Danida Forest Seed Centre& CATIE. (2000) (Inglês)
Folheto explicativo sobre Pinus caribaea e suas variedades. Possui várias
informações relevantes a respeito destes pinheiros como
os principais nomes comuns, características das folhas, flores
e sementes, dormência, germinação, colheita e outros
aspectos relacionados com o manejo e controle de pragas e doenças.
http://food-security.info/food-security.info/pdf%20(English)/
Danish%20Seed%20Leaflets/pinus_caribaea_int.pdf
Embrapa
- Cultivo do Pinus. (Português)
O website da Embrapa Florestas possui ao dispor dos interessados as características
das principais espécies de Pinus plantadas comercialmente no Brasil.
Para Pinus caribaea, há a diferenciação morfológica
e da madeira das três variedades. A indicação é de
que todas podem ser plantadas em qualquer região do Brasil livre
de geadas fortes.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/
Pinus/CultivodoPinus/03_3_pinus_caribaea.htm
AgroForestryTree
Database - Pinus caribaea. (Inglês)
A página da “World Agroforestry Centre” possui um
guia sobre referência e seleção de árvores
utilizadas em sistemas agroflorestais no mundo. Logo, fornece informações
muito relevantes para todos que desejam cultivar o Pinus caribaea e suas
variedades em reflorestamentos. Textos completos são disponibilizados
levando conhecimentos que tangem desde a história desta espécie
em sua região de origem até seus atuais produtos e serviços.
Confira a biologia da árvore, suas restrições ambientais,
principais pragas e doenças, propagação, manejo,
entre outras curiosidades.
http://www.worldagroforestrycentre.org/Sea/Products/AFDbases
/AF/asp/SpeciesInfo.asp?SpID=1299
Le
Pin des Caraïbes en Polynésie Française. M.
Vernay. Bois et Forest dês Tropiques 272(2): 116-119. (2002) (Francês)
Texto em formato PDF que caracteriza a produção e classificação
da madeira de Pinus caribaea na Polinésia francesa. Há dados
referentes ao corte e colheita, conservação, estocagem
e comercialização da madeira serrada.
http://bft.cirad.fr/cd/BFT_272_116-119.pdf
Artigos de pesquisa
Micronutrientes
do sistema solo-Pinus caribaea Morelet em plantios apresentando amarelecimento
das acículas e morte de plantas. R. Q. Chaves;
G. F. Corrêa. R. Árvore 27(6):769-778. (2003)
http://www.scielo.br/pdf/rarv/v27n6/a03v27n6.pdf
Higroscopicidade
da madeira de Pinus caribaea var. hondurensis tratado termicamente. L. M. Borges; W. F.
Quirino. Revista Biomassa & Energia
1(2):173-182. (2004)
http://www.funtecg.org.br/arquivos/higroscopicidade.pdf
Variabilidade radial da madeira de Pinus
caribaea var. hondurensis. L. E. G. Barrichelo; J. O. Brito. IPEF 18: 81-102. (1979)
http://www.ipef.br/publicacoes/scientia/nr18/cap04.pdf
Influência
da resinagem na qualidade da madeira de Pinus caribaea var. caribaea e Pinus
caribaea var. hondurensis. P.
O. Antonelli; A. P. Camargo; J. N. Garcia. (sem referência de
data)
http://www.usp.br/siicusp/15Siicusp/3960.pdf
Utilização múltipla
da madeira de Pinus
caribaea var. hondurensis para produção de celulose kraft. F. G.
Silva Júnior. Série Técnica IPEF 9(27):56 – 62.
(1993)
http://www.ipef.br/publicacoes/stecnica/nr27/cap05.pdf
Fire
history of Caribbean Pine (Pinus caribaea var. bahamensis (Griseb.)
W.H. Barrett & Golfari)
Forests on Abaco Island, The Bahamas. A. C. Miller. M.S. Research Paper
University of Tennessee . 92 pp. (2007)
http://web.utk.edu/~grissino/downloads/Alison%20Miller%20Masters%20Paper.pdf

Referências
Técnicas da Literatura Virtual
Grandes autores: Dr. Umberto Klock
Nesta PinusLetter, em "Referências Técnicas
da Literatura Virtual", continuamos a lhes apresentar
grandes autores sobre os Pinus, ou seja, pessoas dedicadas a estudar e a promover
os Pinus com suas pesquisas e trabalhos técnicos e científicos.
A seção aborda os estudiosos e pesquisadores que se dedicaram
ou se dedicam muito aos estudos das espécies dos Pinus, características,
manejos e principais produtos. Estarão disponíveis, teses,
dissertações e artigos em diversas revistas em que estas
pessoas ou seus orientados de pós-graduação publicaram.
A seção teses e dissertações sobre Pinus das principais universidades voltará nas próximas edições,
visto a enorme quantidade desse tipo de bibliografia ainda disponível
tanto no Brasil como no mundo.
Dr. Umberto Klock
Dr.
Umberto Klock é um grande colaborador
na difusão
de novos conhecimentos sobre os Pinus. Além de lecionar
várias
disciplinas de graduação e pós-graduação
nos cursos de Engenharia Florestal e Engenharia Industrial da Madeira
na Universidade Federal do Paraná (UFPR), também é importante
pesquisador na área da silvicultura, atuando principalmente
em novas tecnologias de produtos florestais como celulose e papel.
Especialista em química da madeira, Dr. Umberto Klock também
realiza estudos de características anatômicas de madeiras
de árvores exóticas e nativas e é responsável
por pesquisas de implantações de novas tecnologias de
produção em diversos segmentos industriais.
A
história
deste grande amigo dos Pinus está muito ligada
a UFPR, pois sua formação também se deu em grande
parte nesta instituição, possuindo graduação,
mestrado e doutorado pela mesma. Tanto sua dissertação
de mestrado, como sua tese de doutorado foram realizadas com o gênero
Pinus, estudando a qualidade da madeira de algumas espécies
em distintos estágios fenológicos. Iniciou sua docência
em 1993 na própria Universidade do Paraná, inicialmente
como professor substituto e hoje já atua há cerca de
15 anos como professor adjunto, lecionando mais de 5 disciplinas e
contribuindo com a formação de diversos novos engenheiros
a cada semestre. Também orienta estudantes de iniciação
científica, mestrado e doutorado, possuindo cerca de 50 artigos
científicos e trabalhos completos publicados. Destes, uma grande
parte são com os Pinus. Possui ainda uma considerável
produção técnica e didática que envolve
mais de 70 trabalhos realizados, sem contar ainda os cursos, apostilas
e apresentações ministradas.
Já atuou
em projetos envolvendo a composição química
da madeira da bracatinga, e de espécies de eucalipto e de Pinus. Já avaliou
para diversas espécies a qualidade da madeira
e de produtos florestais como papel e celulose e as potencialidades
de produção de óleos essenciais. Também
observou as propriedades do papel oriundo de árvores de Pinus atacadas pela vespa-da-madeira. Em resumo, sua dedicação é enorme
em diversas áreas do conhecimento, sempre objetivando resolver
problemas da Sociedade.
Devido à sua
vasta experiência
em qualidade de madeira e em tecnologias de seus produtos, o professor
Umberto Klock já participou
de inúmeras bancas de defesa de trabalhos de pesquisa, contribuindo
ainda mais para que estes sejam devidamente publicados.
Este
amigo do Pinus, que tanto já contribuiu para a geração
de novas tecnologias dos produtos a partir dos mesmos, também
consegue despertar o interesse de alunos em seguir estudando esse gênero,
ajudando com isso a formação de novas gerações
na pesquisa e colaborando com o desenvolvimento da sociedade paranaense
e brasileira.
Confiram
as cerca de 20 publicações encontradas
na web de autoria ou co-autoria de Umberto Klock. Existem algumas apresentações
e apostilas das disciplinas em que ministra na UFRP prontas para downloading.
Logo, este professor permite que todos os interessados aprendam com
o seu conhecimento, levando informações não apenas
aos seus alunos da UFPR, mas a toda a Sociedade interessada em adquirir
conhecimentos.
Parabéns
e obrigado meu caro amigo Dr. Umberto Klock, pelos seus serviços
e desenvolvimentos a favor dos Pinus.
Vejam
também
as outras publicações e pesquisas
em que Dr. Umberto Klock se dedica através de seu currículo
Lattes logo a seguir.
Currículo na Plataforma de Currículos
Lattes do CNPq:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=P53027&tipo=simples
Tese
de Doutorado
Qualidade da madeira juvenil de Pinus
maximinoi H.E.Moore. U. Klock.
Tese de Doutorado. UFPR. 324 pp. (2000)
http://www.celso-foelkel.com.br/artigos/outros/UMBERTO%20KLOCK%20TESE%204%2008.pdf
Alguns artigos publicados pelo Dr. Umberto
Klock e por alguns de seus orientados de pós-graduação
na UFPR
Principais
madeiras utilizadas para laminação. S. Nisgoski;
G. I. B. Muniz; U. Klock. Revista da Madeira. Remade nº 110.
(2008)
http://www.remade.com.br/pt/revista_materia.php?edicao=110&id=1210
Antraquinona e surfactante para otimizaçao do processo kraft
com Pinus spp. E. Z. Mocelin. Orientação U. Klock. Dissertação
de Mestrado UFPR. 72pp. (2007)
http://dspace.c3sl.ufpr.br:8080/dspace/bitstream/1884/2506/1/EZEQUIEL%20ZATONI%20MOCELIN.pdf
Qualidades da folha de polpa kraft em diferentes proporções
de Pinus taeda L. e de Eucalyptus dunnii M. E. J. Cit. Orientação
U. Klock. Dissertação de Mestrado UFPR. 65pp. (2007)
http://dspace.c3sl.ufpr.br:8080/dspace/bitstream/1884/13945/1/FOLHA
%20DE%20POLPA%20KRAFT%20DE%20EUCALYPTUS%20E%20PINUS.pdf
Qualidade da madeira, celulose e papel em Pinus taeda L.: influência
da idade e classe de produtividade. A. S. Andrade. Orientação
J. C. Moreschi. Co-orientação U. Klock. Dissertação
de Mestrado UFPR. 94 pp. (2006)
http://www.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/defesas/pdf_ms/2006/d452_0623-M.pdf
Determinação de propriedades químicas e anatômicas
de madeiras com o uso da reflexão difusa de infravermelho próximo.
W. L. E. Magalhães; J. C. D. Pereira; G. I. B Muñiz;
U. Klock; J. R. M. Silva. Boletim de Pesquisa Florestal 50:25-36.
(2005)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/boletim/boletarqv/boletim50/pag_25-36.pdf
Caracterização química da madeira Pinus spp. B. A. G. Farias; U. Klock; R. L. Simão. Livro de resumos. 13° EVINCI.
87 pp. (2005)
http://www.prppg.ufpr.br/documentos/iniciacao/13Evinci/AG%20-%20PL.pdf
Caracterização química, de propriedades físicas
e mecânicas da madeira de Pinus spp. G. C. Almeida; U. Klock;
W. L. E. Magalhães; G. I. B. Muñiz; A. S. Andrade. Livro
de resumos. 13° EVINCI. 87 pp. (2005)
http://www.prppg.ufpr.br/documentos/iniciacao/13Evinci/AG%20-%20PL.pdf
O
fator H na obtenção de celulose kraft de Pinus
taeda L. E. R. Oliveira; U. Klock; A. S. Andrade; E. Z. Mocelin. Livro de
resumos. 13° EVINCI. 87 pp. (2005)
http://www.prppg.ufpr.br/documentos/iniciacao/13Evinci/AG%20-%20PL.pdf
Propriedades do papel kraft a partir da madeira juvenil de
Pinus maximinoi, H.E. Moore e Pinus taeda L. U. Klock; A. S. Andrade; E. Bittencourt;
E. Z. Mocelin; C. Crepaldi. Revista Floresta 34(1):33-44. (2004)
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/floresta/article/view/2373/1982
Parâmetros
de otimização no processo de fabricação
de celulose e papel. E. Bittencourt. Orientação U. Klock.
Dissertação de Mestrado UFPR. 73 pp. (2004)
http://www.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/defesas/pdf_ms/2004/d392_0580-M.pdf
Avaliação do processo produtivo de uma indústria
de manufatura de painéis por meio do balanço de material
e do rendimento da matéria-prima. M. A. Brand; U. Klock; G.
I. B. Muñiz; D. A. Silva. Revista Árvore 28(4):553-562.
(2004)
http://www.scielo.br/pdf/rarv/v28n4/22604.pdf
Qualidade da madeira de Pinus taeda L. de procedência da África
do Sul. M. Hassegawa. Orientação U. Klock . Dissertação
de Mestrado UFPR. 117 pp. (2003)
http://dspace.c3sl.ufpr.br:8080/dspace/bitstream/1884/487/2/Disserta%C3%A7%C3%A3o.pdf
Propriedades
do papel kraft feito a mão a partir da madeira
de Pinus maximinoi H.E. Moore e Pinus taeda L. U. Klock; D. A. Silva;
A. S. Andrade; E. Bittencourt; E. Z. Mocelin. Congresso Iberoamericano
de Investigação em Celulose e Papel. CIADICYP 2002. 11
pp. (2002)
http://www.celuloseonline.com.br/imagembank/Docs/DocBank/dc/dc390.pdf
Características dos traqueóides da madeira juvenil de
Pinus maximinoi H.E. Moore e de Pinus taeda L. U. Klock; G. I. B. Muñiz;
S. Nisgoski; E. Bittencourt. Congresso Iberoamericano de Investigação
em Celulose e Papel. CIADICYP 2002. 17 pp. (2002)
http://www.celuloseonline.com.br/imagembank/Docs/DocBank/Doutor%20
Celulose/2002KlockU_MunizGIB_NisgoskiS_BittencoutE.pdf
Reforestation:
the dynamics of safe, efficient CO2 storage. R. T. Hosokawa; H. Yamamoto;
R. Rochadelli; U. Klock; F. Reicher; R. N. Bochicchio.
Univ. For. Sci. 21:9-18. (2002)
http://ir.nul.nagoya-u.ac.jp/dspace/bitstream/2237/8517/1/sci21+9-18.pdf
Caracterização
do rendimento e quantificação
dos resíduos gerados em serraria através do balanço
de materiais. M. A. Brand; G. I. B. Muñiz; D. A. Silva; U. Klock.
Revista Floresta 32(2):247-259. (2002)
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/floresta/article/view/2288/1911
A
madeira de Pinus taeda L. como matéria-prima para papel.
A. S. Andrade; C. Crepaldi; E. Z. Mocelin; E. Bittencourt; U. Klock.
XI Encontro Anual de Iniciação Científica. 1 pp.
(2002)
http://www.ppg.uem.br/Docs/pes/eaic/XI_EAIC/trabalhos/arquivos/11-2208-1.pdf
Características físicas da madeira de Pinus
taeda L. M. R. Quaquarelli; G. S. Arita; E. Bittencourt; U. Klock; G. I. Bolzon
Muñiz. XI Encontro Anual de Iniciação Científica.
1 pp. (2002)
http://www.ppg.uem.br/Docs/pes/eaic/XI_EAIC/trabalhos/arquivos/11-2216-0.pdf
Características morfológicas dos traqueóides
de Pinus taeda L. M. R. Quaquarelli; G. S. Arita; E. Bittencourt; U.
Klock; G. I. B. Muñiz. XI Encontro Anual de Iniciação
Científica. 1 pp. (2002)
http://www.ppg.uem.br/Docs/pes/eaic/XI_EAIC/trabalhos/arquivos/11-2213-0.pdf
Principais madeiras utilizadas para laminação na região
de Curitiba, PR. S. Nisgoski; G. I. B. Muñiz; U. Klock. Scientia
Agraria 1(1-2):33-38. (2000)
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/agraria/article/viewFile/965/791
Páginas do Prof. Umberto Klock no website da UFPR.
(Português)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/ (Página
do professor Dr. Umberto Klock)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/quimicadamadeira/notasdeaula.htm (Página da disciplina: Química da Madeira)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/polpaepapel/polpapapel.htm (Página da disciplina: Polpa e Papel)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/introduengmad/at062.htm (Página da disciplina: Introdução à Engenharia
Industrial da Madeira)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/topicoseim/topicos.htm (Página da disciplina: Tópicos em Engenharia Industrial
Madeireira)
Algumas apostilas didáticas e apresentações
em PowerPoint do professor Dr. Umberto Klock:
Confiram, há muito a se aprender com as aulas de nosso amigo
Dr. Umberto Klock:
O
negócio florestal no Brasil. U. Klock. Apresentação
em PowerPoint: 24 slides. (2008)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/quimicadamadeira/negocioflorestal.ppt
Química da madeira. 3ª Edição
revisada. U. Klock; G. I. B. Muñiz; J. A. Hernandez; A. S. Andrade. 86
pp. (2005)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/quimicadamadeira/quimicadamadeira.pdf
Química da parede celular. U. Klock. Apresentação
em PowerPoint: 55 slides. (2004)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/quimicadamadeira/quimicadaparedecelular2004.ppt
http://www.joinville.udesc.br/sbs/professores/arlindo/materiais/Quimicadaparedecelular2004.pdf
Composição química da madeira. U. Klock. Apresentação
em PowerPoint: 29 slides. (sem referência de data)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/quimicadamadeira/composicaoquimica.ppt
Carboidratos. U. Klock. Apresentação em PowerPoint:
21 slides. (sem referência de data)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/quimicadamadeira/carboidratos2006.ppt
Celulose. U. Klock. Apresentação em PowerPoint: 41 slides.
(sem referência de data)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/quimicadamadeira/celulose.ppt
Introdução à engenharia industrial madeireira
- Características gerais da madeira. U. Klock. Apresentação
em PowerPoint: 24 slides. (sem referência de data)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/introduengmad/Madeira2005.ppt
Propriedades
da madeira. Propriedades físicas. U. Klock. Apresentação
em PowerPoint: 36 slides. (sem referência de data)
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/introduengmad/Propriedadesdamadeira1.ppt

Referências
de Eventos e de Cursos
Nessa
seção, trazemos referências
de eventos que aconteceram a nível nacional e internacional
e que se relacionam diretamente ou indiretamente aos Pinus. A característica
marcante desses bons eventos é a disponibilidade do material
bibliográfico na forma de palestras, anais, proceedings, livros
técnicos ou até mesmo a disponibilidade dos resumos,
os quais já ajudam a saber das novidades no ramo e dos assuntos
abordados durante o encontro. Através dos endereços de
URLs, vocês podem obter todo o material do evento e conhecer
mais sobre a entidade organizadora, para eventualmente se programarem
para participar do próximo.
XV Congreso Mexicano de Botânica. (Português)
O XV Congresso Mexicano de Botânica foi organizado pela Sociedade
Botânica do México e ocorreu em Querétaro no ano
de 2001. Ao todo são 16 resumos envolvendo os Pinus disponíveis
no índice do congresso e estão organizados em ordem alfabética
das espécies. Para acessá-los, basta clicar sobre a numeração
do documento.
http://socbot.org.mx/Congresos/XV/content/main.htm (Home)
http://socbot.org.mx/Congresos/XV/indices/indiceP.htm (Resumos)
V
Fórum de Competitividade da Cadeia Madeira e Móveis
do Mercosul. (Português)
O quinto Fórum de Competitividade da Cadeira e Móveis
do Mercosul ocorreu em Assunção, no Paraguai, em 2007.
Os principais temas discutidos e apresentados neste evento foram: gestão
ambiental, eco-eficiência, programa florestal e propostas de
desenvolvimento de fornecedores. Vários representantes da indústria
madeireira do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai marcaram presença
no fórum. Há disponíveis para download as palestras
ministradas no evento. Aproveitem e fiquem por dentro dos atuais temas
em destaque.
http://www.mercosur.int/fccmm/PT/v%20forum.htm
Seminário Internacional. Experiências e Desafios para
el Desarollo de la Competitividad en base a Inovación en el
Sector Forestal. (Espanhol)
O evento foi organizado pela Universidad Católica de la Santisima
Concepción e aconteceu em dezembro de 2007 em Concepción,
Chile. Devido à grande importância que a silvicultura
e as indústrias primárias e secundárias da madeira
representam no país, a localização do evento foi
muito apropriada. Os principais temas abordados nas apresentações
disponíveis para download aos interessados tratam da competitividade
e inovações no setor. São ao todo dez apresentações
de âmbito nacional e internacional. O Chile possui grandes extensões
de áreas reflorestadas com coníferas, especialmente Pinus
radiata, logo, vale a pena conferir.
http://congresoforestal.ucsc.cl/ (Home)
http://congresoforestal.ucsc.cl/html/programa01.html (Apresentações)
Reunião do IPEF de Integração e Atualização
Técnica em Floresta Plantada. (Português)
O IPEF deixou à disposição dos interessados as
palestras apresentadas na “Reunião de Integração
e Atualização Técnica em Floresta Plantada”.
O evento ocorreu em Itapetinga, SP em 2006. O encontro objetivou atualizar
os técnicos de nível médio sobre as principais
atividades florestais. Algumas das palestras estão selecionadas
por se tratarem de apresentações associadas aos Pinus. As demais são quase todas sobre Eucalyptus.
http://www.ipef.br/eventos/2006/integracao.asp
http://www.ipef.br/eventos/2006/integracao/Palestra04.pdf (Palestra
florestal da Rigesa S.A.)
http://www.ipef.br/eventos/2006/integracao/Palestra13.pdf (Manejo florestal na Klabin Paraná)
http://www.ipef.br/eventos/2006/integracao/Palestra07.pdf (Manejo de áreas de reserva legal e APPs)

Pinus-Links
A seguir, estamos trazendo a vocês nossa indicação
para visitarem diversos websites que mostram direta relação
com os Pinus, nos aspectos econômicos, técnicos, científicos,
ambientais, sociais e educacionais. Nessa seção, estamos
ainda colocando Pinus-Links com algumas empresas ou organizações
técnicas relevantes no uso ou promoção dos produtos
dos Pinus, ou então na divulgação tecnológica
sobre os mesmos. Muitas destas empresas possuem importantes programas
ambientais e sociais que vale a pena destacar. Para a leitura, basta
você clicar sobre os endereços de URLs para abrir nossas
indicações ou salvá-las como favoritas em seu
computador.
Forestal Mininco S.A. (Espanhol)
Forestal Mininco é uma empresa do setor florestal chileno
pertencente ao complexo de empresas CMPC. Presente no sul do Chile
e em algumas províncias da Argentina, a Forestal Mininco atua
no incremento e conservação de seu patrimônio
florestal, sendo responsável pelo abastecimento de matéria-prima
da indústria de celulose e papel do grupo. Possui quase 400
mil ha de plantações, destes, 321 mil (grande maioria)
com espécies de pinheiros e o restante (70 mil) com eucaliptos. Pinus
radiata é a principal espécie plantada no Chile.
Já nos reflorestamentos argentinos, planta tanto P. radiata
como P. elliottii em maiores quantidades. A empresa trabalha com
melhoramento genético das florestas, além de otimizações
constantes em todos os segmentos florestais: indo desde a produção
de mudas até o corte final. Aos interessados, a empresa disponibiliza
dados referentes ao seu patrimônio florestal, sua política
de sustentabilidade e conservação do meio ambiente.
Possui programas sociais e ambientais. Observem também sua
atuação no mercado e o manual de boas prática
florestais.
http://www.mininco.cl/MainFrameIndex.htm (Home)
http://www.mininco.cl/IndexManualMejores.htm (Manual de boas práticas
florestais)
Portal
Gestão Ambiental. (Português)
Produzido e mantido pelo Grupo de Pesquisas em Gestão Ambiental
NITEC-GA da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O portal ambiental
têm à disposição de interessados publicações,
notícias e artigos relacionados aos diversos temas que abrangem
a gestão ambiental de empresas. Em cada um dos links deste
portal há teses, dissertações, artigos e outras
bibliografias recomendadas pelo grupo e coordenadores de programas.
Os principais assuntos abordados no portal estão associados
ao agronegócio, "ecodesign", sustentabilidade, marketing
verde, gerenciamento de resíduos, entre outros não
menos relevantes.
http://www.portalga.ea.ufrgs.br/ (Home)
http://www.portalga.ea.ufrgs.br/ecodesign.htm (Ecodesign)
http://www.portalga.ea.ufrgs.br/des_sust.htm (Desenvolvimento sustentável)
http://www.portalga.ea.ufrgs.br/ga_comp.htm (Gestão ambiental
e competitividade)
http://www.portalga.ea.ufrgs.br/prod_limpa.htm (Produção
mais limpa)
http://www.portalga.ea.ufrgs.br/agronegocios.htm (Agronegócios)
http://www.portalga.ea.ufrgs.br/mark_verde.htm (Marketing verde)
World
Forest Institute. (Inglês)
Estabelecida desde 1989, a organização não governamental “World
Forest Institute” realiza consultorias na área florestal
e ambiental, além de realizar parcerias que possibilitam atuações
em diversos países. Logo, possui diversos relatórios
com informações sobre a situação das
florestas no mundo, seus principais produtos, comércio e economia.
http://wfi.worldforestrycenter.org/ (Home)
http://wfi.worldforestrycenter.org/info-resources-index.htm (Informações)
ABPO – Associação Brasileira de Papelão
Ondulado. (Português)
A Associação Brasileira de Papelão Ondulado
tem como atividades principais promover cursos e eventos sobre o
setor, levando informação e conhecimento aos associados
e interessados no ramo. Seu website possui à disposição
vários artigos e publicações sobre o papelão
ondulado. Há também um link da história do papelão
desde sua origem até os dias atuais. A ABPO incentiva a reciclagem
de papelão e a preservação do meio ambiente.
Possui laboratórios credenciados realizando diversos tipos
de ensaios da qualidade do papelão ondulado. Confiram ainda
os dados estatísticos disponibilizados sobre este tipo de
papelão no mercado brasileiro e a legislação
pertinente.
http://www.abpo.org.br/ (Home)
http://www.abpo.org.br/public_lit_cartilha.htm (Cartilha de produção
e cuidados com o papelão ondulado)
http://www.abpo.org.br/public_lit_glossario.htm (Glossário
sobre papelão ondulado)
http://www.abpo.org.br/estatisticas_boletim.htm (Boletim estatístico)
ABPM
- Associação Brasileira de Preservadores da Madeira.
(Português)
A Associação Brasileira de Preservadores da Madeira
foi fundada em 1969 visando a suprir as necessidades e desafios que
os anos anteriores estavam demandando com a crescente industrialização
do Brasil. Hoje, a associação apóia pesquisas
na conservação da madeira nativa e de reflorestamentos,
e defende o uso correto destas madeiras de acordo com o tratamento
aplicado. Isto garante a maior durabilidade da madeira e menores
substituições de peças. Confiram a palestra
sobre “preservação de madeiras e sistemas de
classe de risco” disponível aos interessados e também
os aspectos ambientais que esta associação promove,
estimulando a utilização de madeiras oriundas de reflorestamentos
de Pinus e eucaliptos.
http://www.abpm.com.br (Home)
http://www.abpm.com.br/pdf/IPT-Sergio_Brazolin.pdf (Apresentação
sobre preservação de madeiras)
Forestry
Plantations Queensland. (Inglês)
A “Forestry Plantations Queensland” foi criada no ano
de 2006, quando as florestas públicas plantadas localizadas
no estado de Queensland passaram a ter mais de 200.000 ha de árvores.
Ela passou a ter a responsabilidade pela manutenção,
desenvolvimento, crescimento e comercialização dessas
florestas do governo. Fornece madeira certificada para indústrias
da região e realiza pesquisas com melhoramento genético
principalmente de espécies de Pinus. Do total das florestas
que maneja, 73% são de espécies de Pinus: Pinus
caribaea var. hondurensis, Pinus elliottii var. elliottii e um híbrido
entre ambas. Seu site disponibiliza algumas publicações
sobre essas florestas, bem como sua política de sustentabilidade.
Para os interessados, a página da internet possui informações
sobre a história destas florestas, as exatas localizações,
seu viveiro, produção de sementes, dentre outras curiosidades.
Vejam ainda as diversas publicações colocadas para
acesso virtual.
http://www.fpq.qld.gov.au/asp/index.asp (Home)
http://www.fpq.qld.gov.au/asp/index.asp?page=aboutus (Definição)
http://www.fpq.qld.gov.au/asp/index.asp?sid=5&page=our_products (Sobre os Pinus plantados)
http://www.fpq.qld.gov.au/asp/index.asp?sid=5&page=publications (Publicações)
http://www.fpq.qld.gov.au/asp/index.asp?sid=5&page=sustainability (Sustentabilidade)
Sindimadeiras.
(Português)
Criado em 1964, inicialmente apenas para o município de Caxias
do Sul - RS, o sindicato cresceu ao longo dos anos, tendo seu nome
modificado e incorporando vários municípios. Abrange
todo o estado desde 2003, passando a se denominar "Sindicato
Intermunicipal das Indústrias Madeireiras, Serrarias, Carpintarias,
Tanoarias, Esquadrias, Marcenarias, Móveis, Madeiras Compensadas
e Laminadas e Chapas de Fibras de Madeiras do Estado do Rio Grande
do Sul", gerando a sigla e o nome simplificado "Sindimadeira-RS" desde
então. O sindicato ministra treinamentos, presta consultorias
e leva inovações tecnológicas do setor da madeira
aos associados. Confiram as publicações no site do
Sindimadeira, que disponibiliza a todos os interessados informação,
conhecimento e notícias recentes do Estado. No link “serviços” há palestras
disponíveis para download, inclusive sobre Pinus. Confiram:
http://www.sindimadeirars.com.br (Home page)
http://www.sindimadeirars.com.br/sindimadeira/pt/interna.php?cdSecao=NQ==&cdPagina=Mjg (Palestras de eventos e artigos técnicos e estatísticos)
"Edge
Glued Panel"
(Painel de Madeira Colado Lateralmente)
Os painéis de sarrafo, também chamados de painéis
de madeira colados lateralmente, ou na língua inglesa,
conhecidos como "Edge Glued Panel" (EGP), são
atualmente bastante utilizados para a confecção
de móveis, portas, pisos e também na construção
civil. Com a alta demanda da madeira, este tipo de painel está ganhando
espaço por utilizar pedaços de madeira para a
confecção de painéis que apresentam aspecto
de madeira sólida. Isto gera grande valor agregado ao
produto final. Além disso, o que antes podia ser resíduo,
agora se transforma em produto valioso, sendo a técnica
bastante ecoeficiente e sustentável. Através
dessa tecnologia podem ser obtidas tábuas para construções,
habitações, portas, prateleiras, pisos, forros,
etc. Podem ainda ser construídas peças estruturais
de maiores dimensões e resistências.
Como o próprio
nome do painel sugere, sarrafos de madeira com dimensões
e espessuras semelhantes são acondicionados
lado a lado com a presença de colas, adesivos, resinas
e produtos para aumentar a vida útil da madeira, sendo
submetidos ao calor e prensagem para essa adesão. Isso
leva ao beneficiamento destes pequenos sarrafos que anteriormente
eram considerados sobras da serraria e eram descartados ou
queimados como biomassa energética. Os sarrafos também
podem ser melhor unidos através de “finger joints” (pequenos
dentes que se encaixam tipo macho/fêmea para facilitar
a união). A madeira pode então ser originada
de árvores de pequenos diâmetros como as de primeiro
desbaste de reflorestamentos de Pinus, o que garante mais uma
grande vantagem da tecnologia. Há painéis de
20 a 40 cm de comprimento por 5 a 10 cm de largura provenientes
de espécies de Pinus de ciclo curto (10 anos) de boa
qualidade, sendo inclusive exportados.
Por serem muitas vezes
confeccionados com árvores jovens,
as quais possuem menor comprimento e espessura de parede das
fibras e menores densidades de madeira, podem surgir algumas
desvantagens: o painel que é constituído de madeira
juvenil apresenta menor rigidez e propriedades mecânicas
inferiores aos das árvores adultas, sendo mais propenso à quebra.
Padrões de qualidade estão sendo estipulados
para a comercialização deste tipo de painel levando
em conta fatores como espessura de sarrafos, umidade, qualidade
e quantidade de adesivo e uniformidade principalmente das extremidades.
Os sarrafos de Pinus são muito requisitados para serem
transformados neste produto EGP, pois a coloração
clara de sua madeira é mais apreciada gerando um produto
final de bom visual e acabamento.
O mercado brasileiro de painéis
de madeira que apresentam alto valor agregado, como os painéis
colados lateralmente, vem crescendo a ritmos entre 5 a 10%
ao ano. A comparação
de consumo do painel EGP entre 2005-2006 aumentou 6,7 %, havendo
a absorção principalmente pelo setor moveleiro.
Já os volumes exportados cresceram em torno de 35,5
% nesse período. Estes valores indicam que as empresas
devem continuar investindo em melhorias de tecnologia e qualidade
deste produto, fazendo com que suas desvantagens sejam minimizadas.
Aos
interessados, confiram as tendências econômicas,
a qualidade e classificação destes compensados
que, além de agregar valor ao produto final, diminuem
desperdícios e conferem melhor aproveitamento da madeira
em dias em que a sua demanda está cada vez maior. Visitem
também alguns websites de fabricantes e empresas que
comercializam o EGP para conhecerem mais sobre esses interessantes
e sustentáveis painéis de madeira.
Artigos e palestras sobre o EGP:
Painéis de madeira no Brasil: panorama e perspectivas.
R. L. G. Mattos; R. M. Gonçalves; F. B. Chagas. BNDES
Setorial 27:121-156. (2008)
http://www.bndes.gov.br/conhecimento/bnset/set2706.pdf
Utilização de painéis colados lateralmente
de eucalipto na confecção de móveis valorizado
pelo design. R. D. Mayer. Monografia Engenharia Florestal UFRJ.
20 pp. (2008)
http://www.if.ufrrj.br/inst/monografia/2007II/Rafael%20Dias%20Mayer.pdf
Compósitos de madeira - Lamelados colados. J. Garcia.
Instituto Superior de Agronomia Universidade Técnica
de Lisboa. Apresentação em PowerPoint: 14 slides.
(2007)http://www.isa.utl.pt/def/files/File/disciplinas/tpf/EPF1_Mod3_6.pdf
Main Brazilian softwood products, supply and perspectives. I. Zugman. 2nd International Softwood Conference. Apresentação
em PowerPoint: 37 slides. (2007)
http://www.abimci.com.br/sistadm/arquivos/59/Palestra%20
Geneve%20_%20Dr.%20Isac%202007.pdf
Madeiras industrializadas. D. Henning. Apresentação
em PowerPoint: 26 slides. (2007)
http://www.slideshare.net/Dirk.Henning/madeiras-industrializadas
Fatos e números do Brasil florestal. Sociedade Brasileira
de Silvicultura. SBS. 109 pp. (2007)
http://www.sbs.org.br/FatoseNumerosdoBrasilFlorestal.pdf
Informações sobre materiais que podem
substituir o MDF na fabricação de móveis. SBRT/IBICT/TECPAR.
4 pp. (2007)
http://sbrtv1.ibict.br/upload/sbrt6329.pdf?PHPSESSID=
88b1b4d2cd3443f5ba7c6b29362aed16
Controle da qualidade na colagem de painéis de madeira. M. Lopes; A. Garcia. Remade 89. (2005)
http://www.remade.com.br/pt/revista_materia.php?edicao=89&id=728
Alternative wood products from blue-stained mountain
pine beetle lumber: non-structural laminated products. I. Zaturecky; I.
Chiu. 13 pp. (2005)
http://dsp-psd.pwgsc.gc.ca/Collection/Fo143-3-2005-7E.pdf
Otimização da madeira através da colagem.
A. Garcia; M. Lopes. Remade 79. (2004)
http://www.remade.com.br/pt/revista_materia.php?edicao=79&id=493
Evolução na produção do compensado. Remade 71. (2003)
http://www.remade.com.br/pt/revista_materia.php?edicao=71&id=326
Compensado aponta evolução. Remade 65. (2002)
http://www.remade.com.br/pt/revista_materia.php?edicao=65&id=193
Madeiras processadas mecanicamente. Estudo setorial ABIMCI
2001. (2001)
http://www.abimci.com.br/sistadm/arquivos/35/Estudo%20Setorial%2001.pdf
Quality control for edge glued panel manufacturing. C.L. Forbes.
Wood Products Notes. North Carolina State University. (1997)
http://www.ces.ncsu.edu/nreos/wood/wpn/quality_panel.htm
Atividades
industriais com madeiras de Pinus – atualidades
e desafios. M. Nahuz. (sem referência de data)
http://www.reflorestando.com.br/site/conteudo/pdf/Atividades%20industriais
%20com%20madeiras%20de%20Pinus%20-%20atualidades%20e%20desafios.doc
Sistemas estruturais em madeira lamelada. M.D.F. Henriques.
Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. 8 pp.(sem referência
de data)
http://www.deetc.isel.ipl.pt/JETC05/CCTE02/papers/finais/civil/12.PDF
Empresas vendedoras e/ou fabricantes de EGP no Brasil e no
mundo:
http://www.araupel.com.br/sitedsl/portugues2.swf (Português)
http://www.battistella.com.br/setores/setor_florestal/Paginas/Florestal.aspx (Português)
http://www.battistella.com.br/setores/setor_florestal/madeiras/Paginas/edge_glue.aspx (Português)
http://www.berneck.com.br/port/produtos_berteca02.php (Português)
http://www.fcarvalho.pt/catalogo (Português)
http://www.flosul.com.br (Português)
http://www.leomadeiras.com.br/Parametric_search3_eco.asp?comp_id=1&showroom=1&Trade=2&
CatId=544&ProdId=557&s=&tx=&cat=557&pcat=546 (Português)
http://www.linea.com.br/linea/paineis.html (Português)
http://lusotimber.blogspot.com (Português)
http://www.revistasim.com.br/asp/materia.asp?idtexto=1933 (Português)
http://baltwoodtrading.com/products/WOOD_BASED_PANELS-2/Pine_edge-glued_panels-11.aspx (Inglês)
http://www.ec21.com/ec-market/edge_glued.html (Inglês)
http://www.legacytimber.co.nz/Legacy_DIY_Booklet_May06.pdf (Inglês)
http://www.legacytimber.co.nz/LegacyBooklet-v5.pdf (Inglês)
http://www.lyinternational.us/rusbirch.htm (Inglês)
http://www.sunshutter.com/egp.html (Inglês)
http://www.tradekey.com/ks-edge-glued-panels/ (Inglês)
Mini-Artigo
Técnico por Ester Foelkel
Aspectos Ambientais da Indústria
Moveleira no Brasil
Introdução
As questões ambientais estão ganhando cada vez
mais atenção na vida das pessoas. O setor moveleiro,
por sua vez, pela pressão da legislação
e de consumidores conscientes do mercado nacional e internacional,
tem procurado tomar medidas para tornar sua produção
mais ambientalmente correta. Ainda há muito a ser feito,
mas existem muitos exemplos positivos nessa direção,
como veremos nesse mini-artigo.
As
atividades industriais foram por muito tempo consideradas
como das mais poluidoras pela
sociedade. Hoje, através
da gestão ambiental, busca-se a minimização
dos impactos ambientais por elas gerados com a otimização
do uso de recursos naturais e da energia, reutilização
e tratamento de resíduos, etc. (Schneider et al.,
2003). A busca da sustentabilidade reforça a consciência
ambiental dos gestores e funcionários das empresas,
gerando melhor qualidade de vida dentro e fora da indústria.
As estratégias de proteção ambiental
adotadas pelas empresas melhoram sua imagem frente aos públicos
e mercados. Além disso, diminuem os custos de produção,
aumentando os lucros finais. Tudo isso bem afinado com o
que propõe o desenvolvimento sustentável.
Assim,
programas que visam a gestão ambiental são
atualmente uma realidade no setor moveleiro, o qual apresenta
grandes melhorias nestes aspectos. Contudo, ainda muito
pode ser feito em benefício tanto das empresas como
do meio-ambiente. É por
isso que estudos vêm sendo realizados com foco na
questão
ambiental, avaliando a consciência das indústrias
moveleiras nos principais pólos do Brasil. Estas
pesquisas avaliam as medidas realizadas em busca da sustentabilidade
e também ressaltam o quanto ainda falta para alcançar
esta desejada meta.
Através de revisão bibliográfica,
este mini-artigo tem como objetivo mostrar aos leitores
e interessados
algumas das realidades do setor moveleiro do Brasil em
termos ambientais, incluindo as principais pesquisas que
têm
sido publicadas recentemente sobre o assunto. Pretende-se
levar conhecimento sobre as principais alternativas adotadas
por
indústrias do setor para a conservação
dos recursos naturais: ou seja produzindo melhor e com
menores impactos sobre os recursos naturais.
Economia
e importância do setor moveleiro
Os principais pólos de fabricação de
móveis brasileiros situam-se nas cidades de Bento
Gonçalves (RS), São Bento do Sul (SC), Arapongas
(PR), Mirassol e Votuporanga (SP), Ubá (MG) e Linhares
e Colatina (ES) (Abimóvel, 2006).
O setor moveleiro
possui grande relevância na economia
brasileira, principalmente nas regiões de maior concentração
destas empresas (pólos), por gerar inúmeros
empregos diretos e indiretos, ajudando na circulação
de capital. Dados da Abimóvel (2006) ressaltam que
existiam na época mais de 16.100 empresas atuantes
do setor moveleiro no país, gerando um total de 206.352
empregos diretos. A entidade ainda aponta um grande número
de micro empresas que muitas vezes atuam na informalidade.
A grande maioria das empresas do setor está localizada
no sul e sudeste do Brasil, totalizando 81% do total. O faturamento
do setor foi de R$ 12.543 milhões, sendo 22% deste
valor adquirido com exportação, no ano de 2004
(Nahuz, s/d). Oitenta e cinco por cento das empresas do setor
fabricam móveis predominantemente de madeira (Nahuz,
s/d). Logo, o setor madeireiro faz parte da cadeia produtiva
moveleira por ser o grande fornecedor da sua principal matéria-prima:
a madeira serrada e outros produtos derivados como chapas,
aglomerados e painéis. A madeira do setor moveleiro
provém hoje em sua maioria de reflorestamentos de
Pinus, eucalipto e de algumas árvores nativas brasileiras.
Matérias-primas e resíduos
gerados
Segundo Nahuz (s/d) 80% da madeira na indústria moveleira é efetivamente
usada através das chapas, painéis e madeira
maciça para a elaboração de móveis,
sendo o restante transformado em resíduos. Apesar
de parte dos resíduos proverem da madeira, ainda existem
várias outras matérias-primas utilizadas muitas
vezes para acabamento final como as tintas, vernizes e colas.
Estes também geram sobras que acabam se misturando
aos resíduos de madeiras. Existem também outros
produtos sólidos como vidros e cristais, metais, couros
e plásticos e pedras empregados na confecção
de móveis. Logo, pode-se perceber que há uma
alta variedade de resíduos que variam em forma, tamanho
e estado, tornando complexas as práticas de reciclagem
e reutilização (Nahuz, s/d).
As indústrias
fabricantes de móveis geram resíduos
sólidos, gasosos e líquidos. Os resíduos
líquidos são aqueles provenientes de soluções
químicas e de lavagens e os gasosos são oriundos
principalmente do processo de polimento e lixação
da madeira, ficando as partículas em suspensão
no ar. Há ainda emissões gasosas de processos
de combustão. Os três tipos de resíduos
são capazes de gerar impactos ambientais (Nahuz, s/d).
O mesmo autor aborda que nas zonas urbanas, onde grande parte
do setor moveleiro se encontra, seus resíduos podem às
vezes passarem quase que despercebidos, diluídos nos
grandes volumes de lixo doméstico existente. Isso
entretanto, não significa se descuidar de sua prevenção
e tratamento.
A
questão ambiental
A alta complexidade dos resíduos oriundos de indústrias
produtoras de móveis, conseqüência da grande
variedade de componentes, principalmente quando misturados
(Nahuz, s/d), torna sua gestão difícil, principalmente
para a separação, reciclagem e reutilização.
Ainda não existem programas específicos e permanentes
para a conservação ambiental neste tipo de
setor e estima-se que menos de 5 % de suas empresas estejam
realizando medidas eficientes de conservação
do meio-ambiente (Nahuz,s/d). Logo, vários estudos
estão sendo realizados neste setor buscando diagnosticar
a consciência das empresas e a situação
da gestão ambiental para ajudar no estabelecimento
de metas ambientais setoriais (Venzke, 2002). O intenso uso
de madeira no setor também aponta necessidades da
verificação da procedência desta matéria-prima,
a qual muitas vezes é retirada de florestas de forma
indiscriminada e predatória (Uliana, 2005). Por outro
lado, com os processos de certificação da madeira,
há inúmeros casos de empresas com alta conscientização
e ação ambiental positiva.
Legislação - resíduos sólidos
e seus impactos ambientais
Resíduos
são sobras de processos industriais, domésticos,
hospitalares e agrícolas que não possuem
mais utilidade e nem valor para os seus geradores. Os resíduos
passam a ser lixo e são descartados, podendo causar
impactos ambientais caso seu destino final não seja
devidamente efetuado (Lima & Silva, 2005; Oliveira
et al., 2007).
Na
norma NBR 10004/2004 (apud Nahuz, s/d), os resíduos
sólidos, considerados como os de maior quantidade
gerados pelo setor moveleiro, são classificados da
seguinte forma:
Classe I – considerados perigosos à saúde
humana e meio ambiente sendo seu tratamento obrigatório,
bem como cuidados com armazenamento e disposição.
Os resíduos da classe I são considerados tóxicos
e podem ser corrosivos, inflamáveis e ter elevada
reatividade e patogenicidade. Ex.: borras de tinta, óleos
de lubrificação, etc.
Classe II - considerados não perigosos à saúde
humana. Dividida em:
Classe II A- Produtos que não são inertes
no meio ambiente, podendo ter propriedades biodegradáveis,
solubilidade e/ou combustibilidade. Apesar de não
serem perigosos, tais resíduos também necessitam
de tratamento, causando impactos de menor intensidade no
meio-ambiente. Ex.: papel, lodos de tratamentos de água,
cinzas de caldeira, entre outros.
Classe II B - Resíduos considerados inertes na natureza,
não apresentando constituintes solubilizados em
concentrações
superiores aos padrões de água potável.
Ex. pedras, sucatas e entulhos.
Perante
a legislação,
resíduos derivados
da madeira são classificados como não inertes
(Classe II A). Depósitos destes resíduos,
caso efetuados de maneira indevida, podem ser focos de
multiplicação
e dispersão de insetos filófagos, como
os cupins da madeira seca, ou então esses resíduos
podem até mesmo se queimar . Além disso,
a madeira tratada pode liberar compostos químicos
no solo podendo contaminá-lo. (Nahuz, s/d).
Outro
resíduo derivado da madeira que causa problemas
ambientais é o pó de serra e de lixação
(Nahuz, s/d; Oliveira et al., 2007). Estima-se que
grande parte das empresas no setor (mais de 80 %) não
possui sistema de exaustão central para a captura
deste tipo de resíduo. Isso se reflete em problemas
de saúde
de seus empregados, diminuindo o rendimento operacional
da empresa, principalmente se o uso de equipamento
de proteção
individual (EPI) for negligenciado (Nahuz, s/d).
Os
impactos no ambiente que os resíduos de qualquer
natureza oriundos do setor moveleiro podem causar são
preocupação principalmente das agências
ambientais dos governos, além das próprias
indústrias poluidoras que são obrigadas
a remediar seus danos e a pagar multas. Nahuz (s/d)
alega que há pouca
cobrança e exigência das agências
ambientais no cumprimento da legislação,
o que gera muitas vezes o descaso de algumas empresas
nas questões ambientais.
Estudos-de-caso
envolvendo resíduos
Estudos
vêm sendo realizados contabilizando os resíduos
gerados por empresas do ramo e analisando o destino final
dessas sobras. Vejam a seguir alguns dos resultados já publicados
sobre o tema.
Venzke
(2002), em estudo de caso realizado com 27 empresas do
setor moveleiro de Bento Gonçalves-RS,
objetivando a gestão de resíduos, observou
que 41 % delas realizavam reciclagens externas, 37 % descartavam
em aterros,
7% realizavam reciclagem internas, a mesma percentagem
para o destino de aterros de terceiros. A grande maioria
(63 %)
utilizava seus resíduos para a própria geração
de energia em caldeiras de queima de biomassa. Para o autor,
o fato se explica pela grande participação
de derivados da madeira, que são combustíveis,
no montante dos resíduos das empresas. Já existem
muitas empresas no Brasil que transformam resíduos
de madeira em energia elétrica. Logo, este resíduo é principalmente
utilizado para gerar energias térmica e elétrica,
sendo assim eliminado pela sua queima. Concomitantemente,
geram um benefício ambiental, pois são oriundos
de material renovável (madeira), enquanto os derivados
do petróleo não o são. Segundo a mesma
pesquisa, a maior parte das empresas ainda não está realizando
projetos para redução de resíduos
na localidade.
Schneider
et al. (2003) avaliaram a destinação
de resíduos de 40 % das empresas moveleiras existentes
em Bento Gonçalves, RS. Grande parte dos resíduos
gerados eram oriundos da madeira, sendo que o principal
destino final era a venda a terceiros para outras finalidades
inclusive
como biomassa, 16,5 % das empresas queimavam estes resíduos
e 25,3 % reaproveitavam as sobras.
Lima & Silva
(2005) avalizaram a quantidade de resíduos
gerados e a sua destinação final em 91
empresas do pólo moveleiro de Arapongas, PR.
Os resultados mostraram que os resíduos de madeira
foram os de maior quantidade nessas fábricas
e que eram enviados para processamento em usina de
resíduos
vinculada às
próprias empresas. Os resíduos que não
eram destinados à usina ficavam sob responsabilidade
das empresas que reaproveitam parte deles, queimando
ou vendendo para terceiros.
Uliana
(2005) avaliou a porcentagem média da geração
de resíduos finos e grossos de madeira provindos
da fabricação de quatro tipos diferentes
de cadeiras de uma mesma empresa em São Paulo.
A cadeira que gerou menos resíduos foi a única
que não era
fabricada com madeira certificada. A autora afirma
que o tamanho da madeira era mais adequado a confecção
daquele produto, ao contrário dos outros modelos
que necessitavam de reajustes, consequentemente perdendo
mais
matéria-prima.
Teixeira
(2005) utilizou resíduos
de madeiras provindos de indústrias moveleiras
(serragem e pó de
madeira) em misturas com resinas de poliéster,
havendo um aproveitamento total de 95 % dos resíduos
para essa nova produção. O uso deste
resíduo
de indústrias madeireiras foi considerado
pelo autor como uma forma ecoeficiente de produção
de resinas plásticas.
Alternativas ambientais para o setor
As
empresas poderiam se unir através de cooperativas
locais para a elaboração de sistema de controle
de resíduos, gerando um plano de segregação,
quantificação, reutilização,
reciclagem ou/e descarte adequado de suas sobras (Lima & Silva,
2005).
Algumas
alternativas bastante implantadas em empresas do setor
atualmente são: a produção
mais limpa, que busca a diminuição de resíduos
através do reuso e da adequação da matéria-prima;
o ecodesign, que projeta o produto pensando em minimizar
impactos ambientais tanto de sua produção quanto
na sua posterioridade, aumentando sua moldabilidade e vida útil;
e o uso de madeira certificada.
Outra
medida, talvez a mais importante, tem sido a conscientização
ambiental nas empresas, tanto de seus gestores, donos e funcionários,
através de treinamentos que os orientam sobre os riscos
ambientais que podem gerar as perdas e a poluição,
bem como ensinando medidas de remediação e
treinamentos em caso de acidentes ambientais.
Os
consumidores e a comunidade locais próximos aos
setores moveleiros também devem estar ambientalmente
conscientes exigido e dando preferência à produtos
que causem menores danos à natureza. O melhor caminho
para isto é a educação ambiental.
Consciência das empresas
Através de questionários
e estudos de caso, vários pesquisadores avaliaram a
postura ambiental de empresas moveleiras dos principais pólos
do país.
Alguns resultados se mostram positivos. Contudo, muito ainda
deve e pode ser feito a favor do meio-ambiente.
As
empresas pesquisadas por Venzke (2002) pertencentes ao
setor moveleiro
foram classificadas em uma postura mediana
em termos de receptividade a novas medidas ambientais. O
autor ainda ressalta a potencialidade da utilização
de novas tecnologias ambientalmente corretas na maioria das
empresas, pelo fato de algumas já possuírem
projetos de "ecodesign" e também por já terem
efetuado medidas para diminuição de seus resíduos
e impactos ambientais; contudo, ainda existe muito a se fazer
para buscar a sonhada sustentabilidade segundo o autor na época
do estudo.
Schneider
et al. (2003) apontaram uma preocupação
tímida das empresas estudadas em Bento Gonçalves
com relação ao meio ambiente, havendo na maioria
dos casos procedimentos incorretos e desperd&iacut |